Oito soldados, três sargentos e três cabos foram presos suspeitos de participarem de um esquema de bingos e exploração de jogos de azar em São José dos Campos e Jacareí, no interior de São Paulo. A prisão foi realizada a pedido dos promotores de Justiça do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de São Paulo e decretada pelo juiz militar Enio Luiz Rosseto, no último dia 23.
Segundo o Ministério Público de São Paulo, a partir das investigações, iniciadas há dois anos, foi descoberto que os policiais recebiam dinheiro para não reprimir a prática de jogos de azar. Além disso, nos dias de folga, eles trabalhariam como seguranças de estabelecimentos que exploravam máquinas de caça-níqueis, utilizando as armas da Polícia Militar. Os policiais também são acusados de fazer escolta do dinheiro arrecadado pelas casas clandestinas de jogos.
Em alguns casos, os policiais que faziam segurança para as casas de bingos repassariam as informações privilegiadas referentes às operações policiais que seriam realizadas com o objetivo de fechar os locais. De acordo com o MP, algumas vezes, pouco antes das operações, os frequentadores foram retirados das casas que teriam suas portas fechadas.
Os policiais também exigiriam quantias em dinheiro, cada vez mais altas, para manter a proteção às casas de bingos. Para dissimular a falta de repressão ao jogo ilegal, em uma oportunidade, eles teriam detido a gerente de um bingo, da qual teriam extorquido R$ 4 mil em dinheiro. Na delegacia, porém, os PMs apresentaram apenas R$ 40. Em depoimento no Ministério Público, a mulher afirmou que não denunciou os policiais na ocasião por temer represálias futuras.
Os denunciados são os soldados Flávio José da Silva, Irlã Correa da Silva, Lucrécia Dulcina Nunes, Leandro Bessa Costa, Nilton Lopes Barbosa, Eliezer Leite Sampaio, Mario de Oliveira Tanjoni e Isamar Machado Couto; os sargentos André Luiz de Oliveira, Jorge Luiz da Silva e Antonio Donizete dos Santos; e os cabos Ivan Toledo Chagas Junior, Claudio Rodrigues de Almeida e Sérgio Salum Miguel. Eles foram denunciados pelos crimes de corrupção passiva, prevaricação e roubo.
(Terra)
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