O Comando Geral da Polícia Militar abriu sindicância para apurar as circunstâncias em que ocorreu o protesto dos estudantes da Escola Estadual Cordeiro de Farias, ontem (17) pela manhã. Os estudantes fecharam uma parte da avenida Almirante Barroso em protesto pela permanência da quadra de esporte da escola, que seria cedida ao Tribunal de Justiça do Estado para ampliação do estacionamento do órgão. A Polícia Militar foi acionada e um dos policiais se aproximou disparando jatos de gás lacrimogêneo nos adolescentes e ainda deu um tiro para cima.
Em nota enviada à imprensa, a Polícia Militar informa que já identificou e encaminhou à Corregedoria da corporação o policial que fez um disparo de arma de fogo para o alto, a fim de dispersar a manifestação. A ação dos policiais irritou os alunos e professores. “É preciso fazer isso com a gente?”, dizia uma aluna, indignada com a ação dos policiais militares. E o PM que atentou contra os estudantes respondeu: “Tem que reprimir mesmo. Até contra estudante”.
A estudante Taís Mayara, em entrevista a um canal de televisão, explicou o motivo do protesto: “Se eles passarem um muro vai ficar muito calor. Nós já sentimos calor assim. Eles já fecharam a nossa horta”, disse a aluna Taís Mayara, em entrevista a um canal de televisão.
A área a ser cedida ao TJE seria utilizada para a ampliação do ginásio poliesportivo da escola. Com a perda do terreno, os alunos teriam menos espaços de lazer. Em entrevista à Rádio Clube do Pará, uma professora da escola também reclamou da ação dos policiais e informou que a escola já perdeu um grande espaço para o TJE. “Esta é a segunda vez que tentam tirar parte da escola. Já perdemos duas quadras e várias árvores para construírem o estacionamento”, disse.
O secretário de Educação do Estado, professor Luís Cavalcante, esteve no local para verificar a situação. “Eu marquei uma reunião para quarta-feira com o presidente do Tribunal para a gente discutir e buscar alternativas que não venham prejudicar a escola. O que não pode ter é excesso, tanto por parte dos alunos, quanto por parte dos policiais, que eu não autorizo e não aceito nenhum tipo de agressão aos nossos alunos”, disse. (Diário Online)
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