Ocupação Afeganistão, em Ananindeua. Nesse local, no bairro Icuí-Guajará, não há guerra declarada como há no Afeganistão do Oriente Médio. No entanto, entre os “afegãos” de Ananindeua predomina o medo da violência: assim que a noite escurece o ambiente, quase todos os moradores se trancam em suas casas simples. Foi nessa área que, na noite de domingo, por volta de 20h, uma mulher foi assassinada. Paula Raíssa Monteiro da Rosa, 18 anos, estava sentada em um banco, dentro de um terreno que pertence à igreja Luterana, quando foi atacada com três tiros. Duas balas provocaram perfurações entre os seios da jovem, que ficaram à mostra. O outro tiro provocou uma perfuração pouco abaixo da axila direita.
O terreno da igreja Luterana não possui cercas e serve para o livre trânsito de moradores entre duas ruas da ocupação. Na propriedade, são realizados trabalhos sociais com crianças carentes. “Aqui sempre fica aberto, todo mundo passa por aqui. Nós estávamos deitados, só ouvimos os tiros, mas ninguém sabia de onde tinha vindo o barulho. A gente demorou pra sair, veio um morador e avisou que tinham matado uma mulher”, disse a caseira da propriedade.
Investigadores da Divisão de Homicídios da Polícia Civil obtiveram, no local do crime, a informação de que a vítima mudou-se do bairro da Pedreira, em Belém, há cerca de um ano, e veio morar na ocupação Afeganistão junto a um primo e à esposa dele. De acordo com as investigações, Paula foi à Pedreira no sábado e retornou a casa em Ananindeua no domingo, por volta de 18h30. “Ela só fez trocar de roupa e saiu. Depois fiquei sabendo que tinham matado uma mulher. Um policial foi lá em casa e perguntou se eu conhecia alguma Paula”, disse a esposa do primo da vítima, que afirmou desconhecer motivos para o assassinato da jovem.
A Polícia Civil ainda não listou suspeitos no caso, que será apurado em inquérito instaurado na Seccional da Cidade Nova. (Diário do Pará)
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