Foi um susto. Dois operários que trabalhavam em um andaime suspenso de um prédio em construção na avenida Governador José Malcher, entre as avenidas Almirante Wandenkolk e Visconde de Souza Franco, em Belém, levaram um tremendo susto quando um dos cabos do andaime se rompeu na manhã de ontem. Os operários escaparam da morte porque estavam usando cintos de segurança na hora do acidente.
Aldimar Rodrigues Silva, de 34 anos, e Manuel do Carmo Tenório, de 22 anos, ficaram presos no “Jaú”, como é popularmente chamado o andaime suspenso, na altura do 22º andar do prédio. O acidente na obra do edifício Real One, ocorreu por volta de 8h30 de ontem. Eles haviam terminado a colocação de pastilhas de porcelanato e desciam o jaú usado na atividade, para o térreo, quando uma das catracas do equipamento quebrou, avariando também o cabo de aço de sustentação.
Assim, o jaú, que fica na horizontal, inclinou. Como os dois operários estavam presos em cintos de segurança, foi possível ficarem seguros e, logo em seguida, eles próprios saíram da posição incômoda, pularam para o 21º andar. Apesar do susto dos operários e dos colegas de trabalho, Manuel e Aldimar conseguiram com ajuda de outros trabalhadores sair do andaime e passar para a laje do 21º andar.
Quando os bombeiros chegaram ao local, depois de terem sido acionados por outros operários, as “quase” vítimas já estavam sendo amparadas pelos colegas de trabalho. Aldimar foi quem ficou mais abalado com a situação e teve de receber atendimento médico.
CONGESTIONAMENTO
Homens do Corpo de Bombeiros isolaram a área e parte da avenida Governador José Malcher, pois existia o risco do andaime desabar. Além da grande concentração de populares que acompanhavam o desfecho do incidente, motoristas curiosos ajudavam a complicar ainda mais o trânsito no local. Agentes da Companhia Municipal de Trânsito (CTBel) foram acionados para coordenar o trânsito na área.
A coordenadora do Sindicato dos Trabalhadores, Deuzarina Soares e representantes do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil estiveram no local e apontaram a falta de segurança e manutenção como os fatores principais que levaram ao rompimento do cabo do andaime. “Com certeza foi a falta de manutenção dos equipamentos que levou à essa situação. Se fosse feita a manutenção regularmente, isso não teria ocorrido”, afirma Deuzarina Soares. Nenhum representante da construtora esteve no local para comentar sobre o acidente e as acusações dos representantes do sindicato da construção civil. (Diário do Pará)
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