Depois de ouvir, no último sábado, o depoimento Vanessa Barbosa, uma das acusadas de participar do assalto ao escritório de advocacia Charone, a delegada Christiane Lobato, que preside o inquérito, ouviu na tarde dessa segunda-feira, uma das mulheres que teriam fornecido informações para o grupo que invadiu o prédio.
Marcele Matos Paraguaçu, de 25 anos, tinha acesso a informações importantes a respeito rotina do escritório, da quantidade de dinheiro e dos objetos de valor guardados no local. Após o depoimento dela, a justiça decretou a prisão de todos os envolvidos, inclusive as três mulheres.
Ela e a faxineira Maria Lucilene da Costa Luz, de 29 anos, foram indiciadas junto com os demais envolvidos no crime por roubo duplamente qualificado e formação de bando ou quadrilha. As duas teriam sido as informantes do bando.
Durante seu depoimento Marcele confirmou que sabia do assalto. A faxineira, Maria Lucilene, teria contado à amiga o que iria acontecer, mas a acusada afirma que não foi beneficiada com o roubo. Mas, de acordo com o que a polícia já apurou, Marcele forneceu a sua conta bancária para que a quadrilha depositasse parte do dinheiro roubado.
“Ainda não se sabe quem foi o autor intelectual do crime, se foram elas que planejaram e só pegaram os outros para executar, ou se os outros é que entraram em contato com as duas para que elas fornecessem as informações. Isso nós só vamos descobrir quando pudermos interrogar todos os acusados.”, afirmou a delegada.
Agora que a polícia já identificou os envolvidos no crime, é apenas uma questão de tempo a prisão de todos. O juiz da 1ª vara de inquérito, Heider Tavares da Silva Ferreira, já expediu mandado de prisão para os três homens e também para as três mulheres envolvidas. Júlio César Soares Monteiro já está detido desde a sexta-feira por tráfico de drogas, na Delegacia do Marco, os outros acusados, exceto Marcele Paraguaçu, ainda não foram encontrados pela polícia. (Diário do Pará)
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