Um ano e cinco meses após o assassinato do jovem Márcio Damasceno Lima, em Salinas, o inquérito do caso foi finalizado e o promotor de Justiça Mauro José de Almeida denunciou os acusados e pediu a prisão preventiva dos quatro cadetes envolvidos no crime. Agora resta a avaliação do Juiz para que os quatro acusados sejam ou não presos antes do julgamento.
A vítima ia surfar nas águas do Atalaia quando cruzou com o carro, onde estavam os cadetes Faustino José Alves da Silva, Jorge Luis Botelho Lobo, Rafaelly do Nascimento Gentil e Verena Magalhães do Nascimento, e um deles gritou: “É um assalto”, chamando a atenção da vítima. O cadete indiciado Faustino José Alves da Silva sacou sua arma calibre “Ponto 40” e efetuou quatro disparos em Márcio Lima, que sequer teve tempo de esboçar reação. Ele já caiu morto na praia.
O pai da vítima, Lauzenzo Lima Silva, afirma que não foi um assalto como os cadetes contaram, e que o amigo que estava com a vítima é testemunha. “Eles chegaram a colocar uma arma na mão do meu filho morto, mas a melhor coisa que aconteceu para esclarecer tudo foi a defesa pedir a reconstituição do crime, pois revelou toda a verdade”, desabafa. Os cadetes estão em liberdade e cursando normalmente o curso para cadetes da PM. O Capitão da PM responsável pelo caso, Marcelo Amaro, conta “que o processo segue está próximo do fim, segue na normalidade e que os acusados aguardam a Justiça se manifestar”. (Diário Online)
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