Com o corpo coberto de lama e dentro do porta-malas de um Gol. Esse foi o fim do pedreiro André Freire dos Santos Kamijo, de 35 anos. Ele foi executado na noite de sábado (25), por volta das 20h, na rua em que morava no bairro do Tapanã. André estava no comércio de um vizinho quando foi assassinado.
Um dos vizinhos, que preferiu não ser identificado, contou que ouviu de três a quatro disparos. Segundo o que moradores informaram, dois homens, cada um em uma bicicleta, pararam no local em que a vítima estava e efetuaram os tiros. André foi atingido nas costas por dois deles e caiu em uma vala.
Socorrido por dois amigos e pela esposa, Lourdes Rodrigues da Silva, o pedreiro, que era natural do estado de São Paulo, foi levado a Unidade de Pronto-Atendimento do Cordeiro, mas, de acordo com o que os vizinhos informaram à reportagem do DIÁRIO, a vítima teve o atendimento recusado, pois ali só funciona atendimento básico à saúde. Depois de sair da unidade as saúde, os familiares da vítima pediram apoio a uma viatura da Polícia Militar, mas André já estava morto dentro do porta-malas.
Orientados pelos policiais, os vizinhos e a esposa da vítima seguiram para a Delegacia do Bengui, onde a ocorrência foi registrada.
A esposa de André não soube informar o que teria motivado o crime. Segundo ela, André não tinha inimigos. Lourdes também contou que o marido tinha duas passagens pela polícia, uma por tentativa de estupro e a outra por porte ilegal de arma.
No local, o sargento Machado informou que policiais civis e militares já estavam no local do homicídio apurando mais informações a respeito do caso e fazendo diligências para encontrar os possíveis assassinos. (Diário do Pará)
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