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POLÍCIA

Uso de cadeirinha evita tragédia em acidente

A aprovação da lei que obriga o uso de cadeira para crianças no banco traseiro de veículos, em vigor em todo o país desde o dia 9 de junho, gerou desconfiança e discussão, especialmente no que diz respeito à necessidade da medida. Como o hábito atual e im

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A aprovação da lei que obriga o uso de cadeira para crianças no banco traseiro de veículos, em vigor em todo o país desde o dia 9 de junho, gerou desconfiança e discussão, especialmente no que diz respeito à necessidade da medida. Como o hábito atual e imprescindível de usar o cinto de segurança só foi adquirido mediante imposição de lei, a utilização da cadeira para criança segue os mesmos passos.

Prefeituras de grandes cidades do Brasil investiram na fiscalização e lançaram campanhas com a finalidade de conscientizar os condutores sobre as eventuais punições. Em Belém, esse processo ocorre timidamente, porém, fatos recorrentes na rotina do trânsito da cidade demonstram que a exigência pode evitar tragédias. Ontem, por exemplo, o uso da cadeira minimizou as consequências da capotagem de um veículo.

No final da manhã, um veículo Celta, que se deslocava pela rua Ó de Almeida (sentido travessa Rui Barbosa), avançou a preferencial, pertencente aos veículos que transitam pela travessa Quintino Bocaiuva. Com a manobra, o carro atingiu um veículo Prisma e ocasionou o capotamento do veículo, que ficou no meio da via pública. Felizmente, os três ocupantes não tiveram nenhum ferimento grave, somente o condutor sofreu pequenas escoriações.

Dentre os passageiros havia uma criança de 3 anos, filho do condutor Ubirajara Sousa, de 27 anos, que foi apanhá-lo na escola. O detalhe é que a criança estava acomodada em uma cadeira de proteção apropriada, o que possivelmente atenuou a gravidade do acidente. Por outro lado, populares anotaram a placa do veículo Celta, o suposto causador da batida, que não parou para prestar socorro e fugiu do local.

Após o susto, o condutor do veículo Prisma acionou a perícia de trânsito do Detran, para que as providências cabíveis fossem tomadas. Um homem, que afirmou ser o pai do condutor veículo Celta, compareceu ao local, mas não fez nenhum tipo de declaração. Enquanto isso, a criança aguardava o pai, vigorosa e ilesa, praticamente indiferente ao caso, comportamento proporcionado, em parte, pelo prudente e correto uso da cadeira. (Diário do Pará)

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