Cinco recrutas da aeronáutica terminaram a noite de sexta-feira na Seccional da Marambaia, depois de serem acusados de desacatar um sargento da Polícia Militar e resistir à prisão. O fato aconteceu por volta das 20h.
Everton do Espírito Santo Corrêa, Rodrigo Valente Guedes, Rafael Felipe Lisboa da Silva, Paulo Douglas Almeida de Carvalho e Luan Clemente da Silva estavam em um carro que estava estacionado na passagem Jarbas Passarinho há pelo menos três horas no local consumindo bebidas alcoólicas.
Toda a confusão começou porque segundo a testemunha, os jovens estavam com o volume do som do carro muito alto e ao passar pelo local e verificar o problema o sargento Eliezer, que fazia rondas pela área, pediu que os rapazes diminuíssem o barulho, a partir daí a testemunha conta que o policial passou a ser pressionado e acuado.
“Ele (o sargento) pediu para que eles (os recrutas), diminuíssem o volume do som, um deles disse que não iriam fazer isso e que o policial nada poderia fazer por se tratarem de ‘militares federais’ e que devido a essa condição o PM não poderia sequer tocá-los. Todos foram para cima do sargento, que ficou acuado encostado a viatura. Foi então que o outro policial que estava com ele solicitou o apoio de outras viaturas. Mesmo assim os jovens, que já haviam bebido muita cerveja, não deixaram de ser agressivos. No momento da prisão eles continuaram agredindo os policiais.”, contou Isael Reis.
Com a chegada do apoio, os cinco jovens uniformizados, foram levados para a Seccional da Marambaia, onde continuaram a responder aos policiais em tom agressivo. Frases vulgares com palavrões foram usadas contra a polícia.
Após se acalmar, os jovens falavam com preocupação pelo fato de sujar o nome da corporação. Oficiais da Aeronáutica estiveram na seccional e conversaram com os policiais militares sobre a situação. Mas, eles não quiseram conversar com a imprensa.
Um procedimento policial deve ser instaurado para apurar o que realmente aconteceu. Os jovens devem responder a um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), e foram liberados em seguida para responder ao processo em liberdade. (Diário do Pará)
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