Por pouco, 58 presos do Sistema Penal de Cametá não “ganharam” a tão sonhada liberdade. Os detentos quebraram os cadeados das celas do bloco dois e quando faltava arrombar apenas uma porta para chegar à saída foram surpreendidos pelos policiais civis e militares que perceberam a movimentação e coibiram a tentativa de fuga. Era por volta de 1h da madrugada.
Logo após, os detentos fizeram três presos de reféns que estavam na ala do regime semi-aberto e ainda danificaram colchões, lençóis e os próprios objetos pessoais. Eles estavam com vários estoques nas mãos.
Segundo o sargento Valente da Polícia Militar, a negociação foi tensa e durou cerca de cinco horas. “Evitamos que acontecesse o pior. No momento em que tudo começou, só havia quatro policiais. Nós dialogamos com eles até a chegada do reforço policial”, disse o PM.
Os detentos reclamam da superlotação e da forma como são tratados pelos carcereiros. “Só nós sabemos o que passamos aqui. A comida é de péssima qualidade e muitos passam mal depois que comem. Sem falar que apanhamos muito dos carcereiros. Queremos ser transferidos para uma penitenciária, onde podemos ter mais dignidade”, disse um dos presos.
Atualmente o Sistema Penal de Cametá está com 132 presos e tem capacidade para apenas um terço deste número.
RECLAMAÇÕES
Os detentos reclamam da superlotação e da forma como são tratados pelos carcereiros. “Só nós sabemos o que passamos aqui. A comida é de péssima qualidade e muitos passam mal depois que comem. Sem falar que apanhamos muito dos carcereiros. Queremos ser transferidos para uma penitenciária, onde podemos ter mais dignidade”, disse um dos presos. (Diário do Pará)
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