Foi negado nesta quarta-feira (13) pela justiça mineira os pedidos de habeas corpus de Flávio Araújo, o Flavinho, motorista do goleiro Bruno e de Fernanda Gomes Castro, amante do atleta. Eles são acusados de envolvimento no desaparecimento e morte de Eliza Samudio, ex- amante de Bruno.
O desembargador Herbert Carneiro negou os pedidos em ambos os casos, sendo acompanhado pelo desembargador Eduardo Brum. Na sessão anterior, o desembargador Doorgal Andrada havia votado pela concessão integral do pedido de Flavinho e pela concessão em parte do pedido Fernanda, mas ficou vencido.
Para Carneiro, os réus, caso soltos, podem "buscar alterar a prova, frustrá-la ou impedir sua produção". Ele afirmou que, segundo se vê no processo, todos os réus "têm dificultado a instrução criminal, obstaculizando a obtenção de provas e apagando vestígios". Ele citou o fato de os acusados terem ateado fogo nos pertences de Eliza, e ainda o "temor estampado pelas testemunhas".
Segundo o desembargador, "algumas testemunhas têm relação de dependência financeira com os réus e mais, há relatos de que outras estariam sofrendo intimidação, sendo que três delas, ouvidas na fase inquisitiva, pediram que seus depoimentos fossem mantidos em sigilo, sob a alegação de que temem a atuação dos réus em desfavor das mesmas".
"Se o crime gera particular abalo na sociedade, ocasionando expressiva sensação de insegurança, impunidade e repugnância, justifica-se o recolhimento dos agentes, demonstrando que o Poder Judiciário age quando o indivíduo coloca em risco a sociedade", disse o desembargador. (Dol com informações do Terra)
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