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POLÍCIA

Viciado em drogas é executado no Curuçambá

O vício tem levado muitos jovens para a sepultura. Em geral, sem uma ocupação, eles acabam enveredando pelo caminho das drogas e, endividados, acabam mortos por traficantes, que não perdoam quem “dá o cano”, e a sentença é a cova fria de um cemitério. Fo

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O vício tem levado muitos jovens para a sepultura. Em geral, sem uma ocupação, eles acabam enveredando pelo caminho das drogas e, endividados, acabam mortos por traficantes, que não perdoam quem “dá o cano”, e a sentença é a cova fria de um cemitério.

Foi deste jeito que Bernadilson de Souza Martins, 25 anos, acabou executado com três tiros na cabeça, na tarde de sábado (16), no ramal do Campo, bairro do Curuçambá, em Ananindeua, região metropolitana de Belém.

Segundo policiais militares da viatura 8302 da 7ª ZPol, a vítima foi atacada na rua dos Trabalhadores, perto de onde morava, por dois homens, havendo intensa discussão e agressão física. Bernadilson Martins fugiu correndo para o ramal do Campo.

Uma testemunha, que não quis se identificar, disse que a vítima talvez tenha pensado que os agressores tinham ido embora. No entanto, minutos depois, um deles voltou em uma bicicleta e surpreendeu Bernadilson, que levou três tiros na cabeça.

Populares, ao escutarem os estampidos e depois da situação sob controle, se depararam com o corpo da vítima dentro de uma propriedade que fica atrás de um campo de futebol pertencente ao Clube Bragantino.

O local do crime é de difícil acesso. A rua é de terra batida e cheia de lama, em virtude da forte chuva que caiu na região, na tarde de sábado, e a iluminação é precária, o que dificultou a chegada dos peritos do CPC Renato Chaves e da equipe da Divisão de Homicídios.

Investigações preliminares do delegado Adelino Serra e a equipe da Divisão de Homicídios levaram ao nome de dois homens, cujos apelidos são “Melk” e “Garrincha”, como os autores do homicídio. A Lei do Silêncio, que é a guardiã da impunidade, mais uma vez funcionou, ninguém quis dar detalhes do crime.

Familiares da vítima estiveram no local e reservadamente disseram aos policiais que Bernadilson de Souza Martins era viciado em drogas e que a família, no linguajar bem popular, já “tinha entregue”, ou seja, abandonado, pois ele vendia tudo o que tinha em casa para sustentar o vício e, recentemente, passou a esmolar pelas casas vizinhas. (Diário do Pará)

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