A monotonia da tarde de sábado (16) foi quebrada com crimes que assustaram comunidades inteiras. E tudo isto em plena luz do dia, o que significa que os assassinos não se preocupam mais com hora nem lugar para praticar seus crimes, e a sentença geralmente vem do tráfico de drogas.
Moradores da rua Beira Rio, entre as passagens Modelo e José de Moraes, no bairro do Guamá, se espantaram com os disparos que vitimaram o cabeleireiro Carlos Lucas Botelho Cavalcante, 31 anos, conhecido como “Lucão”, quando ele trabalhava em frente a uma residência nesta rua.
A princípio, na chegada do DIÁRIO ao local do crime, em uma casa de madeira na passagem Beira Rio, a informação era de que “Lucão” estava fazendo o cabelo de uma cliente na porta da residência quando um homem moreno se aproximou armado de um revólver, possivelmente calibre 38, e disparou contra a vítima, que ainda caminhou um dois metros, caindo morta dentro da casa.
Policiais da 11ª ZPol isolaram a área até a chegada de uma equipe da Divisão de Homicídios da Polícia Civil, sob o comando do delegado Adelino Serra, que iniciou as primeiras investigações sobre o motivo do assassinato do cabeleireiro.
No entanto, uma testemunha chave que conhecia a vítima disse que “Lucão” estava marcado para morrer e já tinha recebido este ultimato por parte dos traficantes que dominam esta área do bairro do Guamá. Ninguém da família confirmou se a vítima era viciada, mas, segundo pessoas que o conheciam, ele devia para traficantes, que podem ter decretado sua morte.
A Polícia Civil vai trabalhar com todas as hipóteses para solucionar o crime e qualquer informação será preciosa, uma vez que Carlos Lucas era uma pessoa benquista na comunidade e trabalhadora. E, como cabeleireiro, geralmente atendia os clientes em domicílio, como neste sábado, quando acabou morto. (Diário do Pará)
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