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POLÍCIA

Gerente desmente dívida com mãe de homem morto

O gerente da Transportadora Transeixas, Francisco de Assis, procurou a redação do jornal Diário do Pará, na manhã desta segunda-feira (18), para esclarecer a suposta dívida que tinha com a mãe do servente de pedreiro Marcelino Corrêa dos Santos, 28 anos,

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O gerente da Transportadora Transeixas, Francisco de Assis, procurou a redação do jornal Diário do Pará, na manhã desta segunda-feira (18), para esclarecer a suposta dívida que tinha com a mãe do servente de pedreiro Marcelino Corrêa dos Santos, 28 anos, assassinado na madrugada deste domingo (17), com um tiro de espingarda, dentro de um terreno anexo à empresa, localizada no bairro da Guanabara, em Ananindeua.

O crime foi cometido pelo vigilante do local, Antônio Marcos Farias do Nascimento, 32, que alegou legítima defesa quando Marcelino e o irmão Valderi, ambos embreagados, tentavam invadir o espaço.

A alegação de que Assis estava em dívida com a mãe da vítima partiu de Rosilene Luciana Santos, 37, irmã de Marcelino. “O terreno era da minha avó. Ela faleceu e deixou pra minha mãe. O gerente da Transeixas comprou da minha mãe, mas só pagou a metade. Ontem, meu irmão (Marcelino) tava ‘bebido’. Meu outro irmão (Valderi) fez um buraco e ele foi só olhar, foi quando esse vigia atirou, no pescoço dele”, dizia transtornada com a morte do irmão. Mas, a senhora Rosa Corrêa, mãe da vítima, compareceu junto com o gerente para desmentir a dívida que ele teria adquirido, há cerca de oito meses, pela compra de um terreno na alameda Evelin, atrás da sede da transportadora. Com o consentimento de dona Rosa, o gerente afirmou que já saudou a dívida R$ 18 mil combinados.

Marcelino e seu irmão Valderi beberam durante a noite de sábado e utilizaram uma marreta para fazer um buraco no muro que cerca o terreno. Em seguida, Marcelino colocou a cabeça no buraco e foi atingido no pescoço pelo tiro de espingarda calibre 12, disparado pelo vigilante Antônio.

Um tumulto se formou após o baleamento do servente de pedreiro e uma guarnição da Polícia Militar foi acionada para fazer a segurança do local. O vigilante foi preso e conduzido à Seccional da Marambaia, onde foi autuado em flagrante por homicídio pelo delegado Clayton Chaves. (DOL)

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