Dois alunos do curso de formação de sargento e um aspirante a oficial da Polícia Militar protagonizaram na madrugada de ontem um espetáculo de violência contra um profissional da imprensa que tentava registrar prisões de pessoas envolvidas em tumulto às proximidades da Basílica de Nazaré, após a tradicional queima de fogos. A vítima foi o repórter fotográfico do DIÁRIO, Wildes Lima, que ficou de registrar a agressão na Corregedoria da PM. Ele foi atacado com spray de gás lacrimogêneo, ameaçado de prisão e impedido de realizar seu trabalho, num claro atentado à liberdade de imprensa.
Os autores da agressão ao jornalista ainda não foram identificados, pois não estavam com a identificação no uniforme.
O aspirante a oficial que comandava os agressores, num gesto típico de desrespeito à sociedade e à função que exerce, quando indagado sobre os nomes dos policiais violentos disse ironicamente ao repórter que ele deveria mandar ofício ao comando da PM.
Wildes Lima passou mal, mas ainda assim conseguiu fazer seu trabalho, apesar da truculência dos PMs. O gás usado pelos militares possui vários tipos de substâncias irritantes da pele e aos olhos, causa cegueira temporária, reações involuntárias de lacrimação, ardência, coceiras, dor de cabeça, podendo até levar a vertigens e insuficiência respiratória.
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