Está sendo enterrado na manhã desta terça-feira (26), no cemitério Maxi Domini, em Ananindeua, o investigador Valdemir Oliveira, que faleceu após passar 15 dias em coma profundo no Hospital Regional da Transamazônica, no município de Altamira.
A morte do investigador provocou revolta e a família pretende entrar com um processo contra o Estado.
O investigador era chefe de operações da Superintendência Regional do Xingu.
O caso
Na madrugada do dia 12 de setembro, Valdemir foi baleado no abdômen pelo soldado do 16° Batalhão da PM, Marcelo Elizeu Gomes, 25. O escrivão Rogério Pereira Aguiar, também foi atingido na perna.
Tudo começou quando os policiais civis receberam a denúncia de que um homem com problemas psiquiátricos estaria na frente da Superintendência Regional da Polícia Civil com uma faca, ameaçando as pessoas. Para intimidar o acusado, que tentava invadir a unidade policial, o investigador disparou um tiro para cima.
Nesse momento o soldado que estava no segundo andar do prédio, onde funciona a ZPol, saiu correndo e como não reconheceu os policiais, disparou contra eles, pensando que eles estivessem agredindo o rapaz.
O PM não ajudou os colegas e ainda, transtornado, quebrou a unidade policial e se trancou na sala da ZPol, até a chegada de uma guarnição da PM. Marcelo foi detido e autuado no mesmo dia pelo delegado e superintendente Francisco Pinto, por crime de tentativa de homicídio.
Segundo a família, o PM seria desequilibrado mentalmente e com um histórico que muitos conhecem em Altamira. “Ficamos sabendo que ele passou pelo exército, mas foi expulso por mal comportamento. Ele é problemático, já se meteu em várias confusões em Altamira. Quem nos contou isso, foram os próprios amigos que andavam com ele antes dele entrar na polícia. Por isso dizemos que não fizeram uma avaliação séria, no momento que estavam aplicando os testes para saber se o policial estava apto para ter uma arma na mão”, observou Nadson Oliveira. (DOL, com informações do Diário do Pará)
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