O promotor Armando Brasil, do Ministério Público Militar, determinou ontem à Corregedoria da PM, a instauração de um inquérito policial militar para apurar a agressão sofrida pelo repórter-fotográfico do DIÁRIO, Wildes Lima, no último domingo, que teria sido coagido por dois policiais militares durante a cobertura de uma ação policial. Assim como a atuação das equipes policiais na detenção de três pessoas, por uma suposta acusação de desacato.
Segundo o promotor, a apuração dos fatos será feita independentemente se as vítimas irão ou não prestar ocorrência policial. “Tal determinação baseia-se no art.10 do Código de Processo Penal Militar. O prazo de conclusão do IPM é de 40 dias e caso esteja provada a autoria e materialidade do delito, serão os militares processados criminalmente por infração ao delito do art. 209 - lesões corporais - cuja pena dependerá do grau de lesividade praticada”, explicou Armando Brasil.
O repórter Wildes foi atacado com um spray de gás lacrimogênio, pelos policiais, quando tentava registrar as prisões de três pessoas que reclamaram com xingamentos contra uma revista policial às proximidades da Basílica Santuário, no final da noite de domingo, após a tradicional queima de fogos do Círio de Nazaré. O profissional foi impedido de realizar seu trabalho, que nada mais é do que informar a sociedade, como assegura o artigo 5° da Constituição Federal.
Os autores da agressão ao jornalista ainda não foram identificados, pois não estavam com a identificação no uniforme. O fotógrafo passou mal, porém conseguiu registrar o momento da truculência com que os PMs tratavam as pessoas detidas.
O comando da PM enviou ao jornal uma nota dizendo que foi aberto um procedimento para apurar o caso e que tem prazo de 30 dias para ser concluído, já que serão ouvidos além do autor da denúncia, todos os responsáveis pelo policiamento ostensivo e preventivo que atuou na Praça Santuário, na noite de encerramento da festividade de Nossa Senhora de Nazaré. O Comando da Polícia Militar e a Corregedoria da instituição informaram ainda, que estão empenhados em apurar com rigor todas as circunstâncias do ocorrido. (Diário do Pará)
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