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POLÍCIA

Cocaína líquida é apreendida no Pará

Uma quadrilha de tráfico internacional e que tinha ramificações na Grande Belém e nordeste do Pará foi desbaratada ontem pela equipe do Grupo de Combate ao Crime Organizado, de Castanhal. Com ela, foi apreendida uma carga valiosa e que ainda é pouco conhe

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Uma quadrilha de tráfico internacional e que tinha ramificações na Grande Belém e nordeste do Pará foi desbaratada ontem pela equipe do Grupo de Combate ao Crime Organizado, de Castanhal. Com ela, foi apreendida uma carga valiosa e que ainda é pouco conhecida pelos policiais paraenses. Trata-se da cocaína pura, só que na forma líquida. A droga saiu da área rural de Letícia, na Colômbia, que faz fronteira com Tabatinga, no Amazonas, passou por Santarém, Belém e seria distribuída na região metropolitana e para um comprador de Bragança.

O valor de cada garrafa com dois litros de cocaína líquida foi estimado entre R$ 30 mil e R$ 36 mil. No total, nove garrafas foram apreendidas, uma mercadoria avaliada em torno de R$ 300 mil.

Fazem parte do bando o colombiano Rodrigo Medina Alegria, 42; a amazonense e companheira dele Josmary de Souza Ferreira; o maritubense Alessandro Correa da Silva; a também amazonense Janete Melo Barros; Edvaldo Souza dos Santos, o “Bigode”; e Benedito Joub Rabelo Costa, o “Gordo”, 37, de Bragança. Foram cinco dias de campana, pouco descanso e muita expectativa. O GCCO sabia que colocaria as mãos num bando importante e que apreenderia uma carga valiosa.

Na manhã de domingo, os delegados Alberto Teixeira e Samuelson Igaki, com apoio dos investigadores Edilson, Leonardo, Olímpio, Nelson, Gilson e William, se deslocaram, mais uma vez a Belém, e montaram campana desde as 5h para aguardar a chegada do bando. “Nós tínhamos conhecimento que a droga viria via de barco e sabíamos o carro que eles iriam utilizar para ir apanhar a mercadoria, que era um Pálio prata”, afirmou o delegado Alberto Teixeira.

Até então os policiais monitoravam Janete e “Bigode”. Janete fez a negociação com “Gordo”, que esperava pela mercadoria em Bragança e “Bigode” que era o proprietário do carro e receberia R$ 240,00 para fazer o transporte da carga.

O flagrante foi realizado por volta das 12h, no Porto Hidroviário da avenida Marechal Hermes, em Belém, quando três dos integrantes da quadrilha, Rodrigo, Josmary e Alessandro, desembarcaram do Catamarã Rondônia. Os policiais fizeram a abordagem, algemaram o bando, procuraram a droga. Até então as garrafas ficaram no chão sem levantar suspeita. Na Delegacia Geral, o investigador Nelson ao perceber a situação dos ‘refrigerantes’, que tinham uma parte esbranquiçada e um líquido mais espesso que o de um refrigerante, comum alertou sobre a cocaína líquida pura.

O cheiro é forte, mas foi inibido porque o bando lacrou as tampas com uma cola superresistente evitando qualquer possibilidade de exalar o cheiro da droga. Os policiais fizeram uma pequena perfuração na garrafa para ter a certeza do que de fato se tratava. (Diário do Pará)

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