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POLÍCIA

'Justiceiros' executam pai acusado de estupro

Crime que consiste em constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso, o estupro é socialmente considerado o tipo de violência mais covarde que um ho

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Crime que consiste em constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso, o estupro é socialmente considerado o tipo de violência mais covarde que um homem possa cometer contra uma mulher. No Brasil, quem comete este crime contra vítima menor de 18 anos e maior de 14, está sujeito à pena que varia de oito a 12 anos de reclusão. No bairro do Guamá, periferia de Belém, o “tribunal da justiça popular” aplicou sentença de morte a um acusado de ser estuprador.

Luiz Augusto de Albuquerque, 45 anos, teria estuprado a própria filha, uma adolescente de 13 anos. A violência teria sido cometida no início da noite de segunda-feira (01), numa via pública, embaixo da ponte sobre o igarapé Tucunduba. Após ter se livrado das mãos do pai, a menina correu para casa e contou a um tio o que havia ocorrido. A outra filha de Luiz Augusto, de 10 anos, também relatou ao tio que já havia sido constrangida pelo pai, que costumava lhe fazer carícias íntimas.

Uma verdadeira caçada se formou nas ruas da ocupação Pantanal. Populares armaram-se com paus e pedras e partiram em busca do pai estuprador.

Às 21h30 de segunda-feira, o irmão de Luiz Augusto estava na Seccional Urbana do Guamá, registrando a ocorrência de estupro. Aproximadamente nessa hora, a “sentença” estava sendo aplicada a Luiz: ele foi atacado e morto a pedradas, pauladas e facadas – oito golpes nas costas e três na face. O corpo foi deixado em uma casa em construção, na 7ª rua do Pantanal.

Por volta de 22h30, os policiais da viatura 9432 (11ª ZPol) se dirigiram à 7ª rua. Ao entrar na casa em construção, o policial militar cabo Freitas encontrou, no banheiro, o corpo de Luiz Augusto. “Ninguém tem informações sobre autoria, mas, com certeza, foram populares que fizeram isso”, dizia Freitas.

Luiz Augusto, segundo seus familiares, era alcoólatra e usuário de drogas ilícitas. (Diário do Pará)

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