Sérgio Rosa Sales, primo do goleiro Bruno Fernandes de Souza, negou hoje as declarações que deu sobre o sequestro e a já considerada morte, da ex-amante do atleta, Eliza Samudio e pediu a destituição de seu advogado, Marco Antônio Siqueira.
Sales, que também é acusado do crime, foi um dos principais colaboradores da Polícia Civil nas investigações sobre o desaparecimento de Eliza, mas alegou ter sido torturado para dar as informações.
As declarações foram feitas pouco após o início de audiência no fórum de Ribeirão das Neves, na região metropolitana de Belo Horizonte. Ao chegar no local, Bruno mandou beijos para as filhas que tem com a ex-mulher Dayanne Rodrigues do Carmo Souza, também presa acusada de participar do crime. As duas meninas conseguiram se aproximar e beijar a mãe, que entrou no fórum aos prantos.
Em seus depoimentos, Sérgio Sales afirmou que Eliza foi morta na região metropolitana de Belo Horizonte pelo ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, a mando do goleiro. O assassinato teria a participação também do amigo de Bruno, Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, e de outro primo do atleta, um rapaz de 17 anos já condenado pela Justiça.
Porém, nesta quarta-feira (3), durante o depoimento de uma das testemunhas de defesa, Sales pediu a palavra e disse que havia mentido depois de ter sido pressionado e torturado pela polícia. Ele também pediu a destituição do advogado e afirmou que gostaria de ser defendido por Willer Vidigal. Ele trabalha com Marco Antônio Siqueira, que já havia pedido para deixar o caso alegando ter sido ameaçado pelo advogado de Bruno, Ércio Quaresma, que negou a acusação.
O delegado Edson Moreira, chefe do Departamento de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DIHPP) da Polícia Civil mineira, que coordenou as investigações sobre o desaparecimento de Eliza, também negou as acusações de Sales e disse apenas que as alegações se tratam de "uma estratégia da defesa".
A juíza Lucimeire Rocha, que presidiu a audiência de hoje, afirmou que as declarações do acusado constarão na ata, apesar de ele não ter sido ouvido formalmente, e que vai encaminhar as informações para a Corregedoria da Polícia Civil e para o Ministério Público (MP). Hoje, estavam previstas as oitivas de 15 testemunhas, mas cinco delas foram dispensadas. Os depoimentos dos réus começam no início da próxima semana. (Agência Estado)
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