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POLÍCIA

Estudante esfaqueado presta depoimento

Felipe Moraes Lopes, 18 anos, prestou depoimento na manhã de ontem (3) na Divisão de Atendimento ao Adolescente (Data). O estudante que foi esfaqueado dentro da Escola Estadual Temístocles Araújo, no último dia 27 de outubro, por um aluno de 16 anos,

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Felipe Moraes Lopes, 18 anos, prestou depoimento na manhã de ontem (3) na Divisão de Atendimento ao Adolescente (Data). O estudante que foi esfaqueado dentro da Escola Estadual Temístocles Araújo, no último dia 27 de outubro, por um aluno de 16 anos, chegou acompanhado pela mãe, Claudia Moraes, e pelo padrasto.

Ainda sob cuidados médicos, Felipe mostrou-se bastante assustado com a situação pela qual passou. O jovem ainda não tem previsão para retornar às atividades normais como o estágio, a academia e os estudos.

A mãe do jovem reclamou da falta de informações sobre o paradeiro do adolescente agressor. “Não falam nada pra gente. Não sei do paradeiro desse rapaz e não vou mentir pra vocês dizendo que não tenho medo de que ele apareça para terminar o que começou. Em casa estamos todos sobressaltados, quando o telefone toca, ficamos assustados pensando que pode ser ele”.

O delegado José Carlos Martins informou que a polícia ainda não tem informações sobre onde está o adolescente acusado. “Nós já enviamos uma intimação para que ele comparecesse aqui para prestar depoimento, mas a família continua afirmando não saber onde ele está. Por se tratar de um adolescente, nós não podemos simplesmente trazê-lo aqui à força. Precisamos de um mandado de busca e apreensão. E é isso o que faremos. Vamos concluir o inquérito e pedir esse mandado para que, então, possamos chegar ao menor”.

Felipe contou que está sendo bastante prejudicado com a falta de providências a respeito do caso. Segundo a vítima, enquanto o agressor estiver livre, vai ser difícil levar a vida de maneira normal. “Sempre vai ter o medo. Eu não consigo andar na rua pensando que ele pode aparecer, ou até mesmo mandar recados pelos amigos dele que moram perto de casa. Pra escola eu não volto, vou pegar conteúdo com meus amigos e ver o que faço porque o vestibular está ai e eu vou acabar sendo prejudicado”, lamentou o estudante, que também denunciou a falta de segurança na escola. “Casos como esse meu ainda não tinham acontecido, mas lá vive tendo brigas e não se faz nada pra que isso acabe, pra lá eu não volto”, sentenciou Felipe. (Diário do Pará)

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