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POLÍCIA

Policiais fecham 'boca' na Marambaia

Uma operação conjunta entre os policiais militares da Ronda Ostensiva Tática Metropolitana (Rotam), e 5ª ZPol, comandados pelos sargentos Rosicley e Vinagre, fecharam uma “boca de fumo” que estava sendo denunciada por moradores do bairro da Marambaia,

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Uma operação conjunta entre os policiais militares da Ronda Ostensiva Tática Metropolitana (Rotam), e 5ª ZPol, comandados pelos sargentos Rosicley e Vinagre, fecharam uma “boca de fumo” que estava sendo denunciada por moradores do bairro da Marambaia, em Belém. A venda de droga acontecia em uma vila de casas de madeira na rua São Benedito, no conjunto Médice I, onde foi preso em flagrante o traficante apontado por moradores como o líder da área, Ronicleyson da Costa Amorim, 23 anos, conhecido como “Roni”.

“Nós recebemos essa denúncia através do telefone e os policiais da 5ª ZPol já vinham investigando o traficante e quando ele chegou em casa, o nosso informante nos ligou, denunciou e aí chegamos até ele”, contou o sargento Rosicley. No momento em que os policiais estavam chegando na casa de “Roni”, um viciado estava saindo. Ele foi parado pelos militares que realizaram uma revista nele, encontrando duas petecas de cocaína em seu bolso. O viciado chegou a negar ter comprado a droga na casa de “Roni”. Por determinação do sargento Rosicley, os policiais passaram a fazer buscas pelo interior da casa de “Roni” que estava acompanhado do irmão.

Dentro do forno do fogão, um policial encontrou um saco com dinheiro enrolado. Na gaveta da penteadeira, uma outra sacola com dinheiro em cédulas de papel e moedas foi encontrada. “Esses dinheiros mais miúdos fazem parte do troco do tráfico de drogas. Isso é comum encontrar em casa de traficantes”, relata o sargento. “Ei, senhor, esse dinheiro é do meu trabalho. Sou vendedor de coxinhas e isso foi o lucro da venda de hoje”, se explicou “Roni”. Para confirmar que “Roni” estava mentindo, um militar pediu para que ele entregasse o número do telefone do patrão dele, mas o acusado disse não ter o número e começou a desconversar.

“Você está mentindo. Cadê a droga?”, interrogava o policial. “Que droga? Eu não sei de droga não, senhor”, respondia “Roni”. Uma hora e meia depois, os policiais desistiram de procura, pois não havia mais aonde revirar. No momento em que o acusado e o viciado saíam de dentro da casa rumo à viatura da Rotam, uma pessoa chegou ao cabo J. Júnior e disse que a droga costuma ser escondida por “Roni” dentro de um saco azul. Um PM foi até a casa e começou a procurar novamente.

Atrás de um guarda-roupas, o militar encontrou um buraco. “Tem um buraco aqui. Acho que ele jogou o saco com a droga lá para baixo”, alerta um militar. Os policiais desceram para a casa do andar inferior e no local constataram que a droga estava mesmo dentro de um saco azul. Mais de 100 “petecas” estavam prontas para a venda. “E agora? Vai dizer que o teu dinheiro é de venda de coxinha? A casa caiu”, afirmou o sargento Rosicley. “Eu confesso. A droga é minha. Eu sou traficante sim”, confirma “Roni”. O acusado foi encaminhado até a Seccional da Marambaia onde foi autuado em flagrante por tráfico de drogas. (Diário do Pará)

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