Um primo do goleiro Bruno Fernandes, Sérgio Rosa Sales, negou ontem as declarações que deu sobre o sequestro e morte da ex-amante do atleta, Eliza Samudio, de 25 anos, e pediu a destituição de seu advogado, Marco Antônio Siqueira. Sales, que também é acusado do crime, foi um dos principais colaboradores da Polícia Civil nas investigações sobre o desaparecimento de Eliza. Mas alegou ter sido torturado para dar as declarações, feitas pouco após o início da audiência no fórum de Ribeirão das Neves, na região metropolitana de Belo Horizonte.
Em seus depoimentos Sérgio Sales afirmou que Eliza teria sido morta na região metropolitana de Belo Horizonte pelo ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o “Bola”, a mando do goleiro. O assassinato teria a participação também do amigo de Bruno, Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, e de outro primo do atleta, um rapaz de 17 anos já condenado pela Justiça. Nove pessoas respondem a processo pelo crime, apesar de o corpo de Eliza nunca ter sido encontrado.
Hoje, porém, durante o depoimento de uma das testemunhas de defesa no fórum de Ribeirão das Neves, na Grande BH, Sales pediu a palavra e disse que havia mentido depois de ter sido pressionado e torturado pela polícia. Ele também pediu a destituição do advogado e disse que gostaria de ser defendido por Willer Vidigal. Ele trabalha com Marco Antônio Siqueira, que já havia pedido anteriormente para deixar o caso alegando ter sido ameaçado pelo advogado de Bruno, Ércio Quaresma, que negou ter feito qualquer ameaça. Leia mais no Diário do Pará
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