Asuperlotação nas carceragens da 12ª Seccional do Jaderlândia, Delegacia de Homicídios do Apeú e Delegacia do Centro, onde funciona a sede da Superintendência Regional da Zona do Salgado, ambas em Castanhal, nordeste do Estado, voltou a preocupar as autoridades locais e a população.
Hoje, existem aproximadamente 110 presos distribuídos nas 3 delegacias do município, mais de 75 deles estão abrigados na Delegacia do Centro. O número já chegou a até 130 presos em espaços destinados a apenas 30 no geral.
O problema vem sendo uma constante nos últimos anos, mas costuma se agravar em alguns períodos, como neste mês de novembro, por exemplo. No início da semana, os presos da Superintendência Regional do Salgado se recusaram a permitir a entrada de mais dois presos de um município vizinho. Eles reclamam das péssimas condições das celas, o que incluiu problemas com infiltração e falta de espaço até para dormir, o que vem forçando os presos a fazer revezamento à noite.
Segundo o delegado Sílvio Maués, superintendente regional da zona do Salgado, em períodos como esse, os presos costumam mudar de comportamento, ficam mais agressivos, e surgem as possibilidades de motins e até de resgate. “Tudo isso acaba sendo inconveniente e preocupante. É uma realidade que a gente tem que lutar para transformar”, disse.
Ainda segundo o delegado, a superlotação é prejudicial ao funcionamento da própria instituição. “Digo isso no sentido de perdermos muito tempo tomando conta de preso. Você também expõe as pessoas que lá estão”.
O delegado destacou que, hoje, a capacidade de efetuar prisões em Castanhal é muito maior do que em outras cidades do interior do Estado e até da própria capital. Na prática, isso significa dizer que o número de prisões realizadas é sempre maior do que a demanda de presos que deixam a carceragem das delegacias para serem transferidos para o sistema penitenciário de fato. (Diário do Pará)
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