O índice de registros de violência contra a mulher tem aumentado em Santarém. Mas, de acordo com a delegada Márcia Rabelo, da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam), isso não representa o crescimento da violência, mas a quebra do medo de levar a queixa às autoridades. Segundo ela, cerca de 30 casos de agressão chegam ao setor mensalmente. O que falta para ajudar as vítimas é uma Delegacia Especializada com atendimento 24 horas.
Rabelo explica que todos os meses esse índice só não é maior devido às mulheres não levarem adiante os procedimentos contra seus agressores. “Nós temos uma média de 30 inquéritos policias mensais, e a média se mantém. A gente sabe que os números só não são maiores porque algumas mulheres desistem de fazer o registrar do caso contra o companheiro”.
Durante o mês de novembro, segundo a delegada, o índice de registros de agressões aumenta. Um fator determinante para esse aumento é a campanha de conscientização contra a não violência, que acontece no período. “Novembro é sempre um mês difícil onde infelizmente se registra um número maior de agressões e até por isso a gente continua fazendo esse trabalho de conscientização por acreditar que a prevenção é melhor e por isso vamos fazer no dia 25 uma panfletagem com os nossos parceiros e vamos fazer uma programação voltada às vitimas de violência”.
Lembra ainda que falta um maior comprometimento por parte dos governantes no sentido de priorizar as políticas públicas para as mulheres e crianças que poderiam diminuir o índice de agressões. Outro dado informado por ela é o da agressão sexual a menores que em Santarém chega a uma média de cinco casos mensais.
“A gente faz uma média de cinco procedimentos policiais de estupro de vulnerável e no momento que se sabe de uma situação dessas, a gente tem que instaurar o procedimento policial. Infelizmente na semana passada tivemos duas menores, de 12 e 11 anos, abusadas sexualmente. Além de serem abusadas, elas também foram contaminadas com doenças venéreas”, falou a delegada, que busca junto ao poder público e parceiros, iniciativas que possibilitem maior apoio às vitimas de agressões físicas e psicológicas no município. (Martha Costa, Sucursal do Diário em Santarém)
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