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POLÍCIA

Dois inquéritos vão investigar causas de motim

A Secretaria de Segurança Pública do Maranhão abriu dois inquéritos para apurar as motivações do maior motim da história do Estado, ocorrido no Presídio São Luis e Penitenciária de Pedrinhas. A principal hipótese é que o motim tenha sido planejado por pes

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A Secretaria de Segurança Pública do Maranhão abriu dois inquéritos para apurar as motivações do maior motim da história do Estado, ocorrido no Presídio São Luis e Penitenciária de Pedrinhas. A principal hipótese é que o motim tenha sido planejado por pessoas que não estavam no presídio. A rebelião terminou com saldo de 18 mortos.

Para o Secretário de Segurança Pública do Maranhão, Aluísio Mendes, os detentos não planejaram a rebelião com o intuito de cobrar melhorias na unidade prisional ou celeridade processual. As pautas, conforme Mendes, surgiram no transcorrer da rebelião.

Além disso, conforme informações da Polícia Civil, os presos tinham comunicação com detentos de outras unidades prisionais e até com pessoas que estavam fora do complexo de Pedrinhas.

De acordo com as primeiras informações da polícia, a rebelião foi comandada pelos detentos Marinaldo Assunção Roxo (Cerequinha), Nilson da Silva Sousa (o Diferente) e Rone Lopes da Silva (Rony Boy). Eles responderão por homicídio duplamente qualificado.

Os três foram transferidos com mais 17 presos ontem para o Presídio de Segurança Máxima de Mato Grosso. Mais 10 detentos serão transferidos até sexta-feira para outras cinco unidades de segurança máxima.

O secretário Aluísio Mendes também admitiu hoje falhas no sistema prisional do Estado. Ele classificou de "impossível" um sistema prisional que tem apenas 200 agentes penitenciários para uma população carcerária de 3,8 mil pessoas.

(Agência Estado)

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