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POLÍCIA

Carroceiro é atingido e morre na estrada do Aurá

Na noite de terça-feira (09), um casal trafegava em uma carroça, movida por tração animal, pela estrada do Aurá, em Ananindeua. Em frente à Escola Municipal Aurá, por volta de 23h30, um veículo Pajero atingiu em cheio a carroça. O impacto causou fraturas

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Na noite de terça-feira (09), um casal trafegava em uma carroça, movida por tração animal, pela estrada do Aurá, em Ananindeua. Em frente à Escola Municipal Aurá, por volta de 23h30, um veículo Pajero atingiu em cheio a carroça. O impacto causou fraturas nas duas pernas de Jarina do Socorro Gomes da Silva, 38 anos, que foi socorrida de ambulância e encaminhada ao Hospital Metropolitano. O marido dela, Everton Antônio Carlos Silva Alcântara, 27, teve fraturas expostas em várias partes do corpo e morreu no local do atropelamento.

De acordo com o relato de um mototaxista, o motorista da Pajero trafegava em alta velocidade em direção à BR-316. “Eu vinha logo atrás dele, ouvi um estouro e vim correndo pra ver o que era. Uma viatura vinha passando e eles (os policiais) pediram pra eu correr, pra anotar a placa. O carro parou e a gente pensou que ele vinha socorrer, mas ele arrancou e saiu”, disse o mototaxista Kleber Alvarez, 28.

O veículo Pajero foi seguido por uma guarnição da Polícia Militar até uma rua próxima à Seccional de Ananindeua, onde o motorista particular José Maria de Oliveira, 54, parou. Oliveira se apresentou espontaneamente à Polícia Civil, e justificou o motivo do abandono do local do incidente. “Vinha um carro contrário, com luz alta. Eles (os carroceiros) estavam no meio da pista, parados, não teve como não bater. Fiquei com medo de ficar ali e vim procurar à seccional”, disse o motorista, que negou que estivesse em alta velocidade.

O carroceiro Everton Antônio morava com a esposa em Marituba. Eles retornavam para casa, após fazer um serviço no Aurá. O cavalo que pertencia a Everton também se feriu no incidente. O animal foi retirado do local do atropelamento por parentes do carroceiro.

O lavador de carros João Carlos Marcelino, 36, cunhado de Everton, lembrava com tristeza da última vez que falou com o rapaz. “Ele foi na minha casa hoje à tarde. Lá tem um poço, ele foi dar banho no cavalo. Ele ainda brincou comigo”, dizia aos prantos o lavador. (Diário do Pará)

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