Às 23h03 de sexta-feira, os cabos PM Juvenal e L. Antonio receberam, pelo rádio da viatura 9404, uma ordem para conter um suposto linchamento na passagem Francisco Lobato, na Cremação. Ao chegarem ao local, os PMs encontraram um homem no chão, ainda apresentando sinais vitais. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu – 192) foi acionado, mas, quando a ambulância chegou, o homem já estava morto.
A suposta vítima de linchamento foi identificada como Ari Borges Bentes, ex-presidiário, 32 anos. O corpo de Ari foi coberto por familiares. Apenas a cabeça da vítima ficou à mostra e não era possível ver na face hematomas que indicassem que Ari fora linchado. “Fomos informados pelo Ciop de que estaria acontecendo um linchamento, que ele (Ari) estava em fuga. Ele tinha um relógio na mão”, disse o cabo Juvenal.
A mãe de Ari, a dona de casa Maria do Socorro da Conceição, 44, cogitava outra hipótese para a morte do único filho. “Ele tomava remédio controlado porque ele tinha sofrido um acidente, tinha batido a cabeça. Ele não podia beber e tava bebendo. Ele até apanhou de mim por causa disso hoje (sexta-feira) à tarde”, disse a dona de casa. Na passagem Francisco Lobato, o silêncio predominava sobre o caso. O corpo foi removido ao CPC “Renato Chaves”, onde será realizado exame necroscópico, que revelará com exatidão a causa da morte de Ari, que foi preso 4 vezes, todas por tráfico de drogas.
ÚLTIMA RECLUSÃO
Segundo a mãe da vítima, a última prisão de Ari foi na Penitenciária de Americano, onde viveu em reclusão por dois anos e sete meses. Ele estava em liberdade há mais de um ano.
(Diário do Pará)
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