Vinte e três dias de investigações, com uma dezena de experientes policiais civis das Divisões de Homicídios de Castanhal e Belém, DRCO, NIPE e Delegacia de Santa Bárbara com apoio da Superintendência da Polícia Civil de Castanhal seguindo oito linhas de investigação, desvendaram o assassinato do investigador de Polícia Civil Ivan Cavalcante Raad, lotado na Delegacia do Aeroporto.
O corpo do policial foi encontrado na noite do dia 20 de outubro, dentro de um veículo L200, abandonado próximo a um ramal do Km 85, que dá acesso à rodovia BR-316, em Castanhal.
A vítima foi encontrada no banco de trás do veículo e apresentava diversas facadas, além de sinais de espancamento, tortura e tentativa de incineração do corpo. Imediatamente, a delegada Cláudia Guedes, titular da Delegacia de Homicídios de Castanhal, organizou uma “força tarefa” para investigar o crime, recebendo apoio da Divisão de Homicídios de Belém, Divisão de Repreensão ao Crime Organizado, Núcleo de Inteligência da Polícia Civil, Delegacia de Santa Bárbara e apoio logístico da Superintendência da Polícia Civil de Castanhal, através do delegado Silvio Maués.
No sábado (13), depois de 23 dias do assassinato, os policiais conseguiram desvendar o crime, prendendo o caseiro do sítio do investigador, Orisvaldo Coimbra da Trindade, de 36 anos, mentor intelectual do crime, e seu sobrinho, Diego Coimbra da Trindade de 21 anos, além da apreensão de um adolescente de 17 anos, autor da facada certeira que tirou a vida do policial.
Segundo a delegada Cláudia Guedes, o primeiro a ser preso foi o caseiro, que alegou inocência, chegando a dizer aos policiais que “Deus estava vendo a injustiça que estavam cometendo”, mas, com a prisão do sobrinho, este confessou o crime, “caindo a casa” e o álibi do caseiro que, sem alternativa, passou a contar detalhadamente todo o planejamento e o crime. Leia mais no Diário do Pará.
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