No início da madrugada de segunda-feira, o salão de dança estava tomado por clientes em uma festa de aparelhagem no Junior Bar, na rua da Cerâmica, bairro São Francisco, área carente do município de Marituba. O estampido de tiros interrompeu o som do tecnomelody.
Ao lado da cabine de comando da aparelhagem sonora, um homem sacou uma arma e efetuou entre três e quatro disparos, que atingiram a cabeça de Antônio Carlos Martins do Rosário, 20 anos, que morreu no local. O dj Clayton “Venenoso” também foi baleado, na perna, mas foi conduzido ao Hospital Metropolitano e não corre risco de morte.
O proprietário e um segurança do bar arrastaram o corpo de Antônio Carlos para fora do estabelecimento, deixando o cadáver em uma rua vizinha. O transporte do corpo deixou um rastro de sangue pelo chão.
Policiais militares chegaram ao local do homicídio e perceberam que a cena do crime havia sido alterada. “Ele foi baleado na cabeça, dentro do Junior Bar e foi arrastado para fora por frequentadores”, disse o tenente Martins Junior (18ª ZPol).
João Costa Silva Junior, 35 anos, montou o bar na rua da Cerâmica há sete anos. Ele afirma que o fator nervosismo o motivou a retirar o corpo do local do crime. “É a primeira vez que isso acontece aqui, eu tava nervoso, tirei ele daqui de dentro porque achava que ia complicar pra mim”, dizia o dono do estabelecimento.
Segundo a delegada Luciene Brito, plantonista da Seccional de Marituba, a Polícia Civil investigará quais foram as intenções do dono do bar em alterar a cena do homicídio.
A polícia ainda não tem pistas do homem que efetuou os disparos, uma vez que o salão estava cheio e ele fugiu logo em seguida.(Diário do Pará)
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