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POLÍCIA

Amigos pedem Justiça por Mário Alves

Será que a morte do professor Mário Antônio Alves, encontrado amordaçado e estrangulado dentro da própria casa, na Folha 20, em Marabá será mais uma que vai entrar para o rol da impunidade? Será que esse crime tem algo a ver com o fato de que o professor,

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Será que a morte do professor Mário Antônio Alves, encontrado amordaçado e estrangulado dentro da própria casa, na Folha 20, em Marabá será mais uma que vai entrar para o rol da impunidade? Será que esse crime tem algo a ver com o fato de que o professor, muito conhecido em Marabá, era homossexual assumido?

Questionamentos como estes estão sendo feitos nesta manhã, durante manifestação que acontece no trevo de acesso aos três principais núcleos urbanos de Marabá. Participam da manifestação o Movimento LGBT de Marabá, Sindicato dos Trabalhadores na Educação Pública do Pará (Sintepp) e as secretarias municipal e estadual de Educação. Os manifestantes também pretendem fazer um protesto em frente ao prédio do Fórum de Justiça de Marabá, no final da manifestação.

O professor Ronan Oliveira, do Movimento LGBT de Marabá, disse ter certeza de que o crime está ligado a homofobia, e já denunciou o fato à delegacia do Movimento LGBT em Belém.

Segundo ele, geralmente o homossexual que mora sozinho e que tem uma condição financeira razoável, é encontrado em casa assassinado e geralmente passa por um ritual de tortura, como ocorreu agora com o professor Mário. O professor entende que comportamentos medievais de intolerância não podem mais nortear a sociedade. “Quando é que as pessoas vão passar a ser julgadas pelo seu caráter?, questiona o professor.

Segundo ele, na década de 1980, se matava um homossexual por mês no Brasil por causa da opção sexual da vítima; na década de 1990 esse número dobrou e agora, nos anos 2000, se mata no Brasil de cinco a 10 LGBT por mês. (Diário do Pará)

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