Dois anos após o crime que culminou na morte do advogado José Francisco Vieira, responsável, na época, pelo Grupo Líder, o sentimento é de alívio para familiares e amigos da vítima.
De acordo com a sentença proferida pelo juiz da 4ª Vara Criminal, Altemar da Silva Paes, os três acusados receberam penas superiores a duas décadas de reclusão. Walber Muniz Franco foi condenado a 23 anos de prisão, enquanto que Diego da Conceição e Raimundo da Silva foram condenados a 24 anos. Todos em regime fechado.
Acusados do crime de latrocínio, os réus aguardaram o julgamento no Complexo Penitenciário de Americano, em Castanhal. Nos depoimentos prestados à Justiça, Walber foi o único a confessar o crime. Raimundo e Diego negaram até o último momento qualquer envolvimento com o caso.
O trio ainda tentou transferir a culpa para os outros dois comparsas já falecidos. Marcelo Santiago e Emerson Viana também estavam presos por participação no roubo, mas conseguiram fugir durante o período de carnaval e acabaram baleados durante troca de tiros com a
polícia.
A Justiça entendeu, entretanto, que os denunciados não conseguiram provar sua inocência. “De fato, pessoas que planejam um assalto, escolhendo, inclusive, a vítima e o executam de forma ordenada, assumem automaticamente o risco de qualquer desenlace, em virtude da individualidade do delito.
Pouco importa que apenas um dos assaltantes tenha atirado contra a vítima, já que a violência empregada objetivava proteger todos os meliantes, lhes garantindo a detenção dos objetos subtraídos”, disse o juiz na
sentença.
Segundo o advogado Clodomir Araújo, que atuou como assistente de acusação no processo, a família ficou satisfeita com o resultado do julgamento. (Diário do Pará)
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