A equipe da Delegacia de Homicídios, da Polícia Civil de Marabá, sudeste do Pará, prendeu domingo (21), Messias da Silva, Enos Corrêa da Silva e Erinaldo da Conceição Sales. Eles são acusados de envolvimento no assassinato de Raimundo José da Cruz Silva, em 29 de outubro deste ano. As prisões deles foram efetuadas pelos policiais civis Paulo Gomes, Isaías Borges e Rui Queiroz, sob coordenação da delegada Adriana Sacramento Silva, titular da unidade policial. Conforme o inquérito, Enos Corrêa da Silva, Erinaldo da Conceição Sales e outro comparsa não-identificado mataram a pauladas a vítima e, após o crime, colocaram o cadáver em um carro-de-mão. Depois, eles jogaram o corpo em um barreiro com poça d'água de 1,5 metro de profundidade dentro da área das olarias. Antes de jogá-lo, os criminosos fizeram um corte no abdômen e amarraram um saco de cimento na cintura, para que o corpo não voltasse a tona.
A delegada apurou que, após o crime, Messias da Silva passou a tomar conta da olaria, pois Raimundo José da Cruz Silva, o outro acusado, era proprietário do local. Ele chegou a vender bens e dividiu o dinheiro com os comparsas. O fato chamou a atenção de amigos de Raimundo José. Um deles procurou a Polícia Militar que o encaminhou à Delegacia de Homicídios. Assim, a equipe policial foi até a olaria, onde encontrou os acusados no momento em que estavam reunidos no local. Eles foram conduzidos à sede da Delegacia, onde, diante da delegada Adriana Sacramento, confessaram a participação no crime. Diante disso, a autoridade policial representou perante à Justiça pela custódia preventiva de Messias da Silva, Erinaldo da Conceição Sales e Enos Corrêa da Silva.
(Polícia Civil)
22/11/2010 19:28 - FN/IN/CRISE/IRLANDA/DISSOLUÇÃO/PARLAMENTO
Parlamento irlandês será dissolvido após votar orçamento
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O primeiro-ministro da Irlanda, Brian Cowen, anunciou hoje que pedirá a dissolução do Parlamento do país no Ano Novo, após o voto sobre o orçamento irlandês, que deverá ocorrer em 7 de dezembro. Segundo Cowen, é crucial para a Irlanda resolver a questão orçamentária. Cowen disse que não renunciará, apesar de pressões que partem de dentro do próprio governo, porque ele está determinado a aprovar o orçamento de emergência que cortará 6 bilhões de euros (US$ 8,2 bilhões) do déficit de 2011. Ele afirmou que espera apoio do Parlamento para aprovar o orçamento. Cowen também reafirmou sua determinação em ficar no poder o suficiente para obter o acordo com a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional (FMI), que viabilizará um pacote de cerca de 100 bilhões de euros (US$ 140 bilhões) em socorro ao governo irlandês.
Cowen falou apenas algumas horas após seu parceiro sênior na coalizão, o Partido Verde, ter anunciado que planeja forçar o governo ao colapso político logo após a votação do orçamento e do pacote de socorro. Cowen teve uma reunião com parlamentares do seu partido, o Fianna Fail, e vários deles disseram que o premiê perdeu a credibilidade e deveria renunciar imediatamente para o bem da Irlanda. Mas Cowen reagiu, surpreendendo muitos que esperavam que ele renunciasse, já abalado por dois anos de crise econômica na Irlanda. "A questão mais importante agora é aprovar o orçamento em 7 de dezembro. Não fazer isso iria prejudicar gravemente os nossos interesses", disse.
Mais cedo, a União Europeia explicou os motivos de ter tomado a decisão de socorrer a Irlanda. Um porta-voz da UE, Amadeo Altafaj Tardio, disse que as decisões tomadas pelos ministros das finanças para dar assistência à Irlanda foram elaboradas para evitar contágio ao resto dos países da zona do euro. "É elaborado também para reforçar a confiança", acrescentou. O porta-voz disse ainda que cabe ao governo irlandês decidir se elevará impostos em seu plano de consolidação. Qualquer aumento dos impostos corporativos também é uma decisão do governo irlandês, notou o funcionário.
No final da manhã de hoje, o Partido Verde da Irlanda - parceiro do governo de coalizão - pediu que sejam realizadas eleições gerais na segunda quinzena de janeiro de 2011. O líder do partido, John Gormley, disse ter informado ao primeiro-ministro Cowen sobre a decisão. Gormley defendeu que é necessária a realização de eleições gerais para dar ao povo irlandês uma certeza política.
Segundo ele, o governo deve entregar um plano orçamentário de quatro anos, um orçamento para 2011 e garantir apoio financeiro da União Europeia e do FMI. O governo irlandês é uma coalizão formada pelo Partido Fianna Fail, o maior no grupo, pelo Partido Verde, segunda maior representação, e por legisladores independentes. As informações são da Associated Press e da Dow Jones.
fonte: Agência Estado
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