Uma carona na hora errada, para a pessoa errada. Foi por essa razão que o trabalhador de serviços gerais, William Nascimento, de 22 anos, acabou baleado de raspão e preso na Seccional de Ananindeua, na madrugada de ontem.
Ao dar carona na moto do cunhado para Airton de Lima Miranda, conhecido como “Salu”, Willian se envolveu em uma confusão e acabou preso acusado de tentativa de homicídio. Airton foi flagrado com uma arma e baleado pelos policiais que alegaram que a dupla atirou contra a guarnição.
A confusão começou na noite de anteontem, relembra William. Ele estava em casa, no bairro da Cidade Nova, quando Airton o procurou pedindo que ele o levasse até a casa da namorada. “Eu disse que não ia levar ele, pois estava sem capacete. Aí ele insistiu e acabei levando”.
No trajeto até a casa da namorada de “Salu” a dupla foi abordada por uma viatura da Polícia Militar. “Eu ia parar, mas ele (Airton) mandou que eu não parasse. Disse que estava armado, mas eu decidi parar e os policiais chegaram”, relata.
William contou ainda que foi obrigado a descer da moto e ordenado a se deitar no chão. “Quando eu estava me deitando senti o tiro na perna. Eles (policiais) já chegaram atirando. Atiraram de raspão na minha perna. O ‘Salu” que estava com a arma foi revistado e pegaram a arma. Atiraram umas três vezes nele”, assegurou.
LADO OPOSTO
A versão contada pelos policiais militares, foi bem diferente. Relataram que ao fazerem o sinal para a dupla não obedeceram. A equipe seguiu em perseguição a William e Airton e estes teriam atirado contra a guarnição. “Como é que eu ia atirar se estava pilotando a moto”, argumenta William.
Somente o teste de balística da arma apreendida com Airton e o exame de pólvora combusta nas mãos dos dois acusados poderia esclarecer se eles realmente atiraram contra os policiais. (Diário do Pará)
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