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POLÍCIA

Menina entrava no presídio para visitas íntimas

As entradas da garota no Centro de Recuperação Regional de Altamira vinham acontecendo há algumas semanas. A menina que tem 13 anos de idade conseguiu driblar a segurança do presídio porque tinha em mãos documentos falsos. Nos documentos que ela apresenta

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As entradas da garota no Centro de Recuperação Regional de Altamira vinham acontecendo há algumas semanas. A menina que tem 13 anos de idade conseguiu driblar a segurança do presídio porque tinha em mãos documentos falsos. Nos documentos que ela apresentava confirmava a idade de 19 anos.

No dia 19 desse mês a garota havia registrado na delegacia de Altamira um boletim de ocorrência que constava que ela havia perdido os documentos, o que não foi verdade.

De acordo com informações da polícia ela pegou o RG de uma tia de 19 anos, foi até o cartório e fez a autenticação de um termo de convivência. Outro documento falsificado foi a certidão de nascimento.

A entrada da menina no presídio foi impedida pela direção. De acordo com o capitão Silvio Franco que dirige o Centro de Recuperação, toda a documentação exigida pela SUSIPE para a autorização de visitas foi entregue pela menina, só não sabiam que era falsa. “Todo o procedimento foi feito pela nossa assistente social e nunca que poderíamos imaginar a falsificação em um cartório”.

A mãe da garota afirmou que sabia do envolvimento da filha com o detento ainda não identificado, mas negou que soubesse das atitudes da menina, inclusive que ela ia ao presídio. A Polícia Civil está investigando o caso, inclusive para saber como ela conseguiu falsificar os documentos assinando em nome de outra pessoa. Quanto as visitas serão feitos exames para saber se houve relação sexual, o que caracteriza crime de estupro contra o detento.

A denuncia foi feita pelo Conselho Tutelar. A conselheira Lucenilda Lima acompanha o caso. A menina ia ao presídio, localizado a seis quilômetros da cidade, de bicicleta.

Representantes do cartório de 3º ofício que autenticou o documento usado pela menina foram procurados pela reportagem do DIÁRIO, mas não quiseram falar sobre o assunto. (Diário do Pará)

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