O delegado Antônio Nicolau Neto, chefe da Superintendência de Polícia Civil do Sul do Pará, com sede em Redenção, passou na manhã de ontem (26) mais informações sobre o caso do bebê do sexo masculino, de apenas três meses de idade, que morreu na semana passada no Hospital Regional de Redenção com suspeita de ter sofrido abuso sexual. O delegado explica que após os depoimentos de várias testemunhas que foram ouvidas pelo delegado Carlos Eduardo Vieira, que apura o caso e também a apresentação de laudos e raio X expedidos pela direção do Hospital Regional, a hipóteses de a criança ter sido violentada no momento está sendo descartada.
Ainda segundo Nicolau Neto, um exame de raio X feito na criança, algumas horas antes dela ter falecido, mostra que não havia sinais de ruptura no ânus da criança, nem vestígios de esperma, o que descaracteriza a possibilidade de violência
sexual.
Já o delegado Carlos Eduardo, disse que quem espalhou que a criança teria sido violentada foi uma enfermeira do Hospital Regional, que sem nenhum conhecimento do assunto falou para a avó do bebê, que também por achar que poderia ser verdade acionou o Conselho Tutelar de Redenção, e o assunto acabou gerando uma grande confusão.
Nicolau Neto disse ainda que, conforme o exame médico apresentado por cirurgião pediátrico que atendeu o bebê, as feridas apresentadas no ânus da criança foram provocadas por uma forte diarréia, que partiu para uma infecção generalizada.
O inquérito sobre o caso, que já tem mais de 100 páginas, ainda não está concluído, pois algumas pessoas ainda estão sendo ouvidas e outras serão intimadas pela polícia. (Diário do Pará)
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