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POLÍCIA

"Panteneiro" morreu com vários tiros

Por volta das 22h30 de quinta-feira (25), na passagem Paulo Prazeres, bairro Água Boa, na ilha de Outeiro, em Belém, um homem foi baleado e morreu após agonizar por cerca de uma hora, à espera de socorro. Olivaldo dos Santos Costa, o “Pantaneiro”, 51 ano

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Por volta das 22h30 de quinta-feira (25), na passagem Paulo Prazeres, bairro Água Boa, na ilha de Outeiro, em Belém, um homem foi baleado e morreu após agonizar por cerca de uma hora, à espera de socorro.

Olivaldo dos Santos Costa, o “Pantaneiro”, 51 anos, foi atingido por tiros no abdome, nádegas, ombro, braço direito e costas. Segundo moradores, um homem perseguiu “Pantaneiro” desde a rua da Mangueira, uma das principais vias do bairro. Vítima e algoz entraram na passagem Paulo Prazeres, onde “Pantaneiro” caiu. “Ele ficou muito tempo aí, falando ‘ai, ai, me leva, me leva’. Quando a ambulância chegou, ele já estava morto”, dizia um morador.

Num dos bolsos da bermuda de Olivaldo, peritos do Centro de Perícias Científicas “Renato Chaves” encontraram uma pequena quantidade de maconha, o que indica que a vítima era usuária de entorpecentes. Segundo moradores de Água Boa, Olivaldo era braçal e a família dele reside no bairro do Guamá, periferia de Belém.

O assassino foi descrito por uma pessoa que o viu de costas: um homem de estatura baixa, moreno, que trajava camiseta branca e bermuda jeans. O caso será investigado pela Delegacia de Outeiro.

Policiais militares em serviço no posto policial da estrada de Outeiro acreditam que o assassino de “Pantaneiro” seja Luiz Alves Feitosa Neto, suspeito de ter assassinado um lanterneiro na rua Hamilton Brasil, bairro Água Boa, em agosto desse ano.

“O nome aqui é Água Boa, mas, de bom mesmo, não tem nada”. Esse é o desabafo de uma moradora do bairro Água Boa, assustada com a violência.

Em Outeiro, a polícia tenta manter vigilância para reduzir a criminalidade, mas o alto índice de consumo de droga tem sido barreira. Muitos moradores já venderam suas casas para fugir da possibilidade de se tornarem vítimas de criminosos. (Diário do Pará)

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