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POLÍCIA

Qualificação é saída para fim da violência

A necessidade da qualificação de policiais civis e militares é fundamental para evitar desfechos trágicos. “Sabemos que houve avanços, mas nós precisamos aprofundar e tornar essa capacitação constante. Nossos dados mostram que, em relação à letalidade

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A necessidade da qualificação de policiais civis e militares é fundamental para evitar desfechos trágicos. “Sabemos que houve avanços, mas nós precisamos aprofundar e tornar essa capacitação constante. Nossos dados mostram que, em relação à letalidade, nós precisamos investir em ações para operações policiais com desfecho letal. A letalidade não é um problema só do Estado do Pará. É um problema em outros estados brasileiros, onde a polícia é conhecida internacionalmente por deter altos índices de letalidade policial. Mas sabemos que há uma série de fatores que contribuem para isso”.

Elaine Castelo Branco, promotora de Justiça de Direitos Humanos, destacou os números referentes aos casos dos autos de resistência que constam no relatório da ouvidoria. “Muitas famílias procuram a promotoria de Direitos Humanos. Nós atuamos no controle externo da atividade policial e detectamos um número muito elevado de auto de resistência. Nós requisitamos a instauração de inquérito policial competente para apurar a morte daquela pessoa cuja família veio nos procurar”, afirma.

A promotora ressalta que, nestes casos, ocorre uma inversão no momento em que se instauram os inquéritos policiais. “Normalmente, a gente vê a inversão destes valores. A vítima passa para a condição de indiciado e o agente da segurança pública acaba passandopara a condição de vítima”.

Os laudos de necropsias já avaliados este ano informam que os tiros nos policiais são em regiões letais. O alvo é o coração. O objetivo é atingir mortalmente a vítima. Dos 25 laudos analisados em 2009, 15 tiros foram no tórax e 4, no peito. Em 2010, já foram 40 tiros, 30 deles, ou seja, 75%, foram no tórax e na cabeça. Os outros 10 tiros, 25%, foram em regiões não letais e no abdômen. Destes casos, apenas uma pessoa branca foi morta. Não podemos ter uma polícia que age de forma descriminatória. Leia mais no Diário do Pará

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