Documentos e roupas praticamente irrecuperáveis, assim como muitos eletrodomésticos. Alguns ficaram parcialmente danificados e talvez ainda possam ser utilizados. Ao redor, simplesmente cinzas. Um doloroso e fiel retrato da tragédia que ontem abalou dezenas de famílias que residiam na alameda Dr. Rocha, no bairro da Pedreira, em Belém.
Esse cenário foi ocasionado por um incêndio ocorrido durante a madrugada e resultou na morte de seis pessoas, dentre elas uma mulher grávida de oito meses e, no mínimo, na destruição de 15 “casebres” de madeira. Na contagem de alguns moradores, há 18 casas destruídas. O detalhe é que a tragédia poderia ter adquirido proporções ainda maiores, pois o local abrigava mais de 20 famílias (cerca de 100 pessoas).
De acordo com os moradores, o incêndio começou por volta das 3h. O estopim teria sido a ocorrência de um curto-circuito na fiação de um ventilador no pavimento inferior da casa cujo proprietário era João Maria Gomes Ferreira, de 53 anos, também conhecido como “Jango”. Com isso, as faíscas atingiram uma cortina, o que colaborou para que as chamas se propagassem rapidamente.
Em poucos minutos, o fogo se expandiu por várias casas. Desesperados, moradores comunicaram o Ciop (Centro Integrado de Operações), que, por sua vez, acionou o Corpo de Bombeiros. Primeiramente, uma viatura Autobomba Tanque do Comando Geral da corporação foi para o local. Em seguida, mais cinco viaturas compareceram ao endereço.
Desse total, duas viaturas eram Autotanque Pesado, que comportam 30 mil litros de água, e quatro carregavam 6 mil litros cada. Contudo, os agentes do Corpo de Bombeiros enfrentaram relativa dificuldade para ingressar no local, já que a vila de casas fica encravada em um quarteirão localizado entre as avenidas Duque de Caxias e Visconde de Inhaúma e as travessas Barão do Triunfo e Angustura. Leia a cobertura completa da tragédia no Diário do Pará.
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