O estudante Renato Medeiros Lopes, 19 anos, procurou a Seccional da Cremação no final da noite de segunda-feira (29), para registrar uma ocorrência contra guardas municipais que estavam de plantão na praça Batista Campos. O estudante afirma ter sido levado para uma casa de madeira, que serve como posto da Guarda, onde teria sido agredido fisicamente e psicologicamente pelos guardas municipais.
Exibindo hematomas nas costas e nos lábios, o estudante explicou o motivo das supostas agressões. Renato disse que estava bebendo sozinho na praça, e foi abordado pelos guardas, que pediram para ele se retirar do local. Renato não saiu da praça e, minutos depois, foi novamente abordado pelos guardas.
“Eles me levaram para aquele quartinho, apagaram a luz e disseram: ‘se tu é brabo assim lá fora, vem aqui dentro afrontar a gente’. Falaram pra eu me ajoelhar e que se eu falasse alguma coisa eles iam me matar”, disse o estudante.
A reportagem do DIÁRIO foi ao posto da Guarda Municipal na praça Batista Campos para ouvir a versão dos guardas que estavam em serviço. O único agente que aceitou falar sobre o caso foi o guarda J. Charles, que negou tudo o que foi dito pelo estudante.
Segundo J. Charles, Renato Lopes estava numa área da praça conhecida como “castelinho”, bebendo e praticando atos libidinosos com outro homem. “Não houve agressão. Apenas solicitamos que eles se retirassem. Um deles disse ‘tudo bem, vou embora’. Mas o outro ficou, e até atirou o celular em outro guarda”. (Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar