Em coletiva realizada na tarde de ontem o delegado Luis Xavier, diretor da DRCO, disse que foi aberto inquérito na Corregedoria da Polícia Civil para apurar se houve excessos na operação para prender uma quadrilha de assaltantes a banco que culminou na morte de Deivson Côrrea, de 11 anos, durante trocas de tiros entre bandidos e quatro equipes de policiais da DRCO e GPE, na manhã de ontem, no bairro do Tapanã.
“Não temos como falar de quem foi a culpa pela morte da criança. Não esperávamos que eles fossem reagir a abordagem. E por isso não tinha como evitar a troca de tiros, mas todos os policiais estão consternados, afinal, todos somos pais. Agora a procedência do bala, somente o resultado da perícia poderá dizer”.
Rubenilson de Melo Souza, o “Seco” ou “Lousa” e Antônio Jorge Pinheiro dos Santos, o “Marinheiro” ou “Barão” foram mortos na troca de tiros. Foram presos Adriana Cristina Correa de Oliveira, mulher de “Barão”, Gleidson Glemerson Soares Gomes, “Pastor”, Roberto Reis da Silva Correa, o “Beto”, Jair Marcelo Oliveira da Silva e Patrick Tavares Gomes. Conseguiu fugir do cerco o Marco Antônio Tavares Gomes, pai de Patrick.
A polícia ainda prendeu no final da tarde um outro integrante de prenome “André”. Segundo o delegado, todos são muito perigosos e agem com audácia. A principal característica da quadrilha é lutar até o fim e nunca se entregar. “Em todas as ações que essa quadrilha atuou, agiu com muita violência, pois sempre estavam muito bem armados. Eles revidam qualquer investida da polícia. Provocaram o terror no assalto que cometeram no município de Baião, em abril deste ano”, contou Xavier.
O último episódio de extrema violência cometido pela quadrilha, segundo a polícia aconteceu no município de Capitão Poço, na semana passada, quando metralharam o carro de um secretário daquele município para roubar o dinheiro da prefeitura, que o secretário levava no carro. Leia mais no Diário do Pará.
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