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POLÍCIA

Termina audiência de julgamento de Ezequiel

O juiz Cláudio Henrique Rendeiro, presidente do 3º Tribunal do Júri da Capital ouviu nesta segunda-feira (13), as testemunhas apontadas pela acusação e defesa, no processo criminal que responde Ezequiel Callado, 19 anos. Das 14 testemunhas previstas só de

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O juiz Cláudio Henrique Rendeiro, presidente do 3º Tribunal do Júri da Capital ouviu nesta segunda-feira (13), as testemunhas apontadas pela acusação e defesa, no processo criminal que responde Ezequiel Callado, 19 anos. Das 14 testemunhas previstas só dez foram ouvidas, as demais foram dispensadas por não terem comparecido à audiência realizada no fórum de Belém.

O estudante responde por homicídio triplamente qualificado praticado contra a estudante Cíntia Oliveira, de 16 anos. De acordo com a acusação o réu praticou o crime por motivo torpe, mediante tortura e com recurso que dificultou a defesa da vítima. Manoel Murrieta, promotor do caso acusa, também, o estudante por mais dois crimes: corrupção de menores e vilipêndio de sepultura.

A audiência de instrução e julgamento do processo durou pouco mais dez horas. O juiz adiantou no começo da audiência que até sexta-feira (17), decidiria se o réu seria ou não submetido a júri popular. Mas, no final da audiência o juiz reavaliou e esclareceu que antes disso vai solicitar os laudos complementares que o Centro de Perícias ‘Renato Chaves’.

O réu foi o último ouvido e negou ter participado do crime, alegando que somente teria ajudado a esconder o cadáver. Callado prestou interrogatório acompanhado do defensor público, Rafael Sarges. Ele alegou que teria mentido e que fora induzido a prestar depoimento à Polícia, revelando que teria sido não ocorrerram.

Durante a manhã e começo da tarde foram ouvidos os dois adolescentes (um menino de 15 e a menina de 16 anos). Os dois já estão sentenciados com medida, sócio-educativa, de internação em meio inicialmente fechado por participação na morte da colega de escola. Os depoimentos dos adolescentes foram prestados sem a presença de Callado a pedido do defensor público e do promotor, "para que os adolescentes não se sentissem pressionados", conforme explicou Rafael Sarges.

Outros três adolescentes, colegas dos envolvidos, que teriam ouvido a colega comentar sobre o delito também foram ouvidos logo após os dois adolescentes. Os depoimentos prestados pelos cinco foram realizados no prédio da 2ª Vara da Infância e Juventude de Belém, cedido pela juíza Odete Carvalho, que fica ao lado do Fórum Criminal (Cidade Velha). Em seguida o juiz ouviu a estudante Nancy Amorin, que fora indiciada por suspeita de ter planejado o crime, além da diretora da escola dos adolescentes e as duas peritas que fizeram o laudo de levantamento do local do crime.

Uma adolescente, mais a merendeira da escola dos envolvidos no crime, o perito que realizou a necropsia no cadáver da estudante, além do pai da vítima que seriam ouvidos, e não compareceram à audiência foram dispensados. O interrogatório do réu começou por volta de 18h20.

Marcus Vinicius Saraiva da Fonseca, de Porto Alegre-RS, que gravou a confissão do acusado e denunciou o caso à polícia, será ouvido através de carta precatória. Callado era tido como líder do grupo de jovens de estilo góticos, moradores do Bengui, periferia de Belém. Os dois adolescentes declararam nos depoimentos prestados pertencer ao grupo de Callado.

Para o promotor de justiça "não há dúvidas sobre a participação do réu no crime e que este foi promovido em meio a rituais". Mas, o defensor público acredita que se tratou de crime comum e não houve a conotação "ritualística como a imprensa está divulgando", comentou.

Histórico do crime: a estudante Cíntia Oliveira foi assassinada no último 21 de junho, no interior do Cemitério do Bengui, periferia de Belém. Conforme apurado pela Polícia e apontado na acusação, a vítima teria sido morta num suposto ritual do qual participaram o acusado e mais dois adolescentes, de 15 e 16 anos. Os menores cumprem medida sócio-educativa por ato infracional (homicídio), em meio fechado aplicado pelo juizado da 2ª Vara da Infância e Juventude de Belém. (TJE-PA)

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