O cantor Fernando Mendes na canção “sorte tem quem acredita nela” ao que parece quando compôs tinha como norte um fato que poderia acontecer no futuro em uma pacata vila conhecida como Taiassui no município de Benevides, Região Metropolitana de Belém. A noite estava caindo na vila quando três homens chegaram em uma motocicleta e ficaram observando o movimento até anunciarem o assalto exigindo do dono do bar “Marzinho” dinheiro e pertences, deixando em pânico o segurança do bar com uma arma apontada para a cabeça e as cinco pessoas que se divertiam tomando uma cervejinha antes de ir para casa.
A vítima do assalto, que não quis se identificado temendo represálias dos assaltantes, disse ao DIÁRIO que mesmo rendido pediu aos assaltantes que levassem o que queriam e não machucassem ninguém. O pedido acabou levantando a ira de um deles, que acionou o gatinho três vezes mirando a cabeça do dono do bar.
A sorte estava do seu lado e por um milagre não houve nenhum disparo porque as balas, segundo o delegado Benedito Vilhena, da Delegacia de Polícia de Benevides, “estavam frias”. Refeita do susto, a vítima aproveitou e partiu para cima do assaltante, que apavorado correu para um matagal sendo seguido por dezenas de moradores já armadas de paus e terçados.
Enquanto isto, o segundo assaltante, já de posse dos bens como celulares e R$ 1mil, tratou também de correr. Começou então uma caçada violenta aos assaltantes, pelas matas do Taiassui. O primeiro a ser detido pela população foi Silvio Bastos da Silva de 28 anos que se diz entregador de frangos sendo espancado e teve que se fazer de morto para escapar da ira dos revoltados populares.
Amarrado e sangrando muito, ele acabou sendo levado em um carro particular para a Delegacia de Benevides onde foi entregue para a Polícia Civil, e depois levado para ser medicado no Hospital Metropolitano antes de ser autuado em flagrante delito pelo delegado Benedito Vilhena.
O segundo assaltante já identificado como Robson Luiz Cavalcante, desocupado de 26 anos passou a noite nas matas do Taiassui e pela manhã como fosse um morador nativo saiu pela estrada caminhando como um trabalhador, quando foi reconhecido e desta feita espancado violentamente pela população que não aceita este tipo de situação na vila.
Salvo pela ação da Polícia Militar o acusado foi levado para a Delegacia de Benevides e devido seu estado foi transferido para o Hospital Metropolitano onde recebeu atendimento e permanece internado em estado grave. Uma das armas usadas pelos criminosos foi entregue ao delegado Benedito Vilhena para os procedimentos legais.
IDENTIFICAÇÃO
A investigadora Gleice, de plantão em Benevides, desconfia que por não ter documentos e na chegada ter dado o nome de Silas Bastos, Silvio Bastos da Silva pode ser, na verdade, um homem foragido do Estado do Maranhão e que estava homiziado em Benevides, tanto que foi pedido exames para a verdadeira identificação do acusado.
(Diário do Pará)
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