A justiça para vingar o baleamento do cabo PM Jairo Correa Rodrigues, 39 anos, já está sendo realizada com as próprias balas da polícia. O principal alvo, o “Nego Bala” ainda não foi encontrado, mas o parceiro dele, Cleuber Luis Moraes de Melo, 27 anos, conhecido como “Branco”, já serviu para mostrar que a polícia não vai deixar a agressão impune. Cleuber foi atingido com um tiro na região do tórax, no final da manhã de ontem (15).
Familiares e amigos de Cleuber se concentraram em frente ao Pronto-Socorro do Guamá, na tarde de ontem, a espera da saída do corpo. Eles estavam indignados com a maneira em que tiraram a vida de “Branco”. “Se ele era errado eles tinham todo o direito de levar ele preso, mas não precisavam fazer o que fizeram”, lamentou a tia da vítima, que não quis se identificar.
De acordo com a família de Cleuber, os policiais militares conhecidos como “Tubarão” e “Capacidade” foram até a residência onde ele estava escondido desde a sexta-feira passada, dia do baleamento do cabo da Polícia Militar. Para os policiais ele tem participação no crime contra o policial.
“Eles chegaram na casa e algemaram o meu irmão depois mandaram os moradores irem para a aparte de cima da casa. Eles só escutaram o tiro”, falou uma das irmãs de Cleuber. Após o tiro, os próprios policiais colocaram Cleuber na viatura e levaram para o Pronto- Socorro do Guamá, onde ele já chegou sem vida.
Essa ocasião foi registrada em boletim de ocorrência na delegacia do bairro do Jurunas, já que toda a cena se passou na passagem Vila Nova.
De acordo com o relato do tenente Diego Ferreira dos Santos, da 4ª ZPol, comandante da viatura, ele estava em ronda pelo bairro, quando recebeu informação do Ciop de que o “Nego Bala” e demais parceiros se encontravam no determinado endereço.
A viatura se deslocou até o local em quando os policiais já estavam fora do veículo viram que “Branco “tentava fugir” . Ele teria ainda iniciado a troca de tiros.
A versão do policial é que eles revidaram a reação de “Branco”, que, por isso, foi atingido na região do tórax. No final fizeram a apreensão de um revolver calibre 32, com duas munições. (Diário do Pará)
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