Pesquisa divulgada ontem, 15, pelo Instituto Nacional de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou que somente 52,8% dos brasileiros se sentem seguros nas cidades onde vivem. No Pará está proporção é ainda menor: apenas 36,9% dos entrevistados declararam se sentir seguros no município onde residem. A sensação de insegurança do Pará é a menor registrada no país, segundo o levantamento suplementar “Vitimização e Justiça”, da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – PNAD 2009.
A situação nas região metropolitanas de capitais é ainda pior. No caso do entorno de Belém, apenas 14,6% se sentiam seguros. Os menores porcentuais de sensação de segurança foram registrados na região Norte: 71,6% no domicílio, 59,8% no bairro e 48,2% na cidade. Já a região Sul apresentou as maiores proporções de sentimento de segurança: 81,9%, 72,6% e 60,5%, respectivamente.
O estudo indica que quanto maior é a renda das famílias, maior é a sensação de segurança nos domicílios. Já para os bairros e as cidades, a relação se inverte, com maior sentimento de segurança entre as famílias com menores rendimentos. Moradores de áreas rurais se sentem mais seguros.
No Brasil, quando a referência é a cidade onde vivem, a diferença chega a quase vinte pontos porcentuais em relação a moradores de áreas urbanas: 69,3% se sentem seguros em áreas rurais, ante 49,7%, segundo o IBGE. Os homens se declaram mais seguros do que as mulheres tanto em casa como no bairro e na cidade.
No Pará, a pesquisa mostrou que os que se sentem mais seguros estão na faixa de 25 a 34 anos. São os idosos que se sentem mais inseguros. Os que vivem com menos de um quarto do salário minimo (44,1%) são os que se sentem menos seguros, e os que denotam mais insegurança (30,6%) estão na faixa de dois salários mínimos ou mais. (Diário do Pará, com informações do IBGE).
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