O Conselho Regional de Medicina (CRM) se pronunciou ontem sobre o caso do médico José de Nazaré Chiapetta, preso na quarta-feira (15), após inquérito instaurado pela Divisão de Homicídios, que apurou denúncias de práticas de aborto na clínica do
médico.
Joaquim Ramos, vice-presidente do CRM, afirmou que já existe um processo administrativo para apurar as suspeitas de que o médico cometeria a prática ilegal em seu consultório. “Iniciamos uma sindicância e depois um processo administrativo logo após a denúncia”, afirmou, referindo-se a matéria veiculada em rede nacional denunciando o médico.
De acordo com Ramos, mais informações sobre o processo não podem ser divulgadas, mas ele adianta que o médico já foi ouvido sobre a questão. “Todo o processo é sigiloso, mas estamos tentando que seja o mais célere possível”, disse. Caso haja comprovação da prática ilegal, Chiapetta pode ser receber uma punição que varia desde uma advertência até a cassação do registro de médico.
PRISÃO
Junto com Chiapetta, foram presas também a irmã do médico, a auxiliar de enfermagem Janie Cristina Chiapetta, e a atendente de serviços gerais Lucidéia da Silva. Elas também são acusadas do crime de prática de aborto por terceiros. Após a prisão, Chiapetta afirmou ser inocente da acusação e disse que aguardará a posição da Justiça.
Além de Chiapetta, o médico Fernando Guarany também é alvo de investigações. O CRM também abriu processo para apurar o caso do médico, que também já foi ouvido pelo conselho. O médico passou a noite de ontem no Presídio Metropolitano 1, em Marituba. (Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar