Será aberto um inquérito policial para se apurar as circunstâncias do crime. Ouvir testemunhas, juntar os laudos e encaminhar ao Ministério Público”. Essa foi a definição do delegado João Carlos do Carmo, de plantão na Seccional Urbana da Marambaia, ao receber um comerciante que minutos antes havido matado um homem que tomara seu estabelecimento de assalto.
O caso foi relatado pelo cabo C. Gonçalves da Rotam 2413 que juntamente com os cabos Assunção e Araújo fizeram o isolamento até a chegada da equipe da Divisão de Homicídios com o delegado Adelino Serra que fez o levantamento de local de crime.
Segundo testemunhas, o comerciante estava em seu estabelecimento comercial quando dois homens adentraram anunciando o assalto. Durante 10 minutos ele, a mulher e uma filha de cinco anos ficaram sob a mira de duas armas e a todo o momento o bandido prometia atirar na cabeça da criança.
Consumado o assalto, os ladrões saíram pela avenida Dalva no sentido da avenida Pedro Álvares Cabral, sendo seguidos à distância pelo comerciante que em dado momento se aproximou começando uma luta corporal com o bandido, que acabou desarmado.
Mesmo sem a arma, o bandido partiu em direção do comerciante, que acionou a arma disparando duas vezes contra o tórax do assaltante que morreu instante depois.
Na hora da confusão os cabos J. Carlos e S. Costa da Rotam passavam pelo local e com bastante técnica e frieza conseguiram vislumbrar a situação onde um homem estava caído e outro portava uma arma na mão, distinguindo ali em frações de segundo quem era o bandido e quem era o pai de família.
O comerciante foi levado para a Seccional Urbana da Marambaia por uma guarnição da Rotam e apresentado ao delegado João Carlos do Carmo que apreendeu a arma com três munições deflagradas e duas intactas de um revólver calibre 38 cano longo e instaurou inquérito policial, ouvindo o acusado e depois o liberando. Segundo o delegado Adelino Sousa, da Divisão de Homicídios, o morto foi identificado apenas pela alcunha de “Tatu” assaltante conhecido da área.
DEFESA
O advogado do comerciante, Alessandro Ribeiro ,disse que vai defender seu cliente quando o inquérito policial chegar à justiça, baseado na legítima defesa de si e de terceiros. (Diário do Pará)
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