Quando Iliane da Silva Santos registrou o Boletim de Ocorrência comunicando que seu irmão, o taxista Eliseu Silva Santos, tinha sido abatido a tiros na rua do Fio no bairro Novo Horizonte, em Marituba, Região Metropolitana de Belém, ficou uma grande dúvida para o delegado Paulo Cavalcante, de plantão na Seccional Urbana de Marituba.
Afinal de contas foi assalto ou “acerto de contas” o motivo que levaram três homens a matar com quatro tiros e ainda bater com uma perna-manca na cabeça do taxista e só sair do local após certificarem que a vítima está mesmo morta.
O caso fatídico aconteceu no bairro do Novo Horizonte marcado por assassinatos que não esperam dia nem hora para acontecer e como sempre nestes casos em que pese muito gente estar nas ruas e nas portas da casas, ninguém sabe, ninguém viu nada.
A irmã do homem assassinado contou à Polícia Civil que foi comunicada por um sobrinho de prenome “Val” que Eliseu Silva Santos, de 28 anos, fora morto na rua do Fio após ser perseguido alguns metros pelos agressores que sabiam o que estavam procurando.
Segundo o que apurou o DIÁRIO no local do crime o taxista estava limpando a frente de um quintal quando os três homens chegaram e aos vê-los a vítima saiu correndo recebendo os primeiros disparos vindo a cair dentro do quintal de uma casa em construção.
Os homens então pegaram uma perna-manca e bateram na cabeça do taxista, cujos fios de cabelo ficaram na peça de madeira e que foi recolhido pela equipe técnica do Centro de Perícias Cientificas Renato Chaves para analise no IML.
O taxista era separado da primeira esposa com quem tinha uma filha e estava em novo relacionamento com uma mulher cujo primeiro marido tinha morrido também assassinado no ano passado, em circunstâncias misteriosas e ainda investigado pela Polícia Civil.
Uma testemunha contou ao DIÁRIO que os homens antes tinham efetuado um arrastão na rua do Fio roubando bicicletas e celulares, mas para a Divisão de Homicídios assalto com quatro tiros e ainda pauladas na cabeça em pleno início de noite, deve ser investigado.
A Polícia Militar com policiais da 18ª Zona de Policiamento foram os primeiros a atender a ocorrência, isolando a área até a chegada da equipe de levantamento de local de crime da Divisão de Homicídios e do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves.
(Diário do Pará)
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