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POLÍCIA

Comunitários protestam morte de pescador

Manifestação pacífica chamou a atenção sobre a impunidade para o assassinato do pescador Pedro Paulo Nogueira, 37 anos, morto na semana passada enquanto transitava às proximidades da comunidade Bom Jardim, no lago do Maicá. Segundo o relato de alguns pesc

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Manifestação pacífica chamou a atenção sobre a impunidade para o assassinato do pescador Pedro Paulo Nogueira, 37 anos, morto na semana passada enquanto transitava às proximidades da comunidade Bom Jardim, no lago do Maicá. Segundo o relato de alguns pescadores, o autor do disparo de espingarda que vitimou Pedro Paulo pode ser um morador da própria comunidade.

“Populares contaram pra gente que ele (Pedro Paulo) vinha passando pelo local quando os moradores daquela comunidade começaram a efetuar disparos de espingarda. Na hora do incidente ele tinha apenas uma tarrafa, então em nenhum momento ele estava pescando. Ele estava apenas passando pelo local quando foi atingido”, falou Antônio Pinto, diretor da Colônia de Pescadores Z-20.

O PROTESTO

Na última segunda-feira, dezenas de pescadores e familiares da vítima estiveram reunidos em frente à 16ª Seccional Urbana de Santarém, com faixas e cartazes para protestar e cobrar providências da justiça.

“Nós, pescadores e diretores da Z-20, estamos revoltados com essa situação. Nós sabemos da importância da preservação ambiental e queremos que os órgãos competentes exerçam sua função, e não comunitários, porque o que acontece é que os quilombolas dizem que eles são federais e acabam fazendo o que bem entendem e nós entendemos que isso não é de direito”, declarou Antônio Pinto.

De acordo ele, essa não foi a primeira vez que os quilombolas agem com arbitrariedade naquela área. “Há cerca de 30 dias eu acompanhei um ancião aqui na delegacia, e o fato foi comunicado ao delegado Djalma”.

IBAMA

A Gerencia Regional do Ibama em Santarém informou que nenhum cidadão ou mesmo organização não governamental pode reprimir o exercício da pesca. O gerente do Ibama em Santarém, Hugo Américo explicou que o órgão não delega poder de polícia pra ninguém, e tem o programa de agentes fiscais voluntários que são capacitados para informar o exercício da atividade dentro de áreas de reserva ou em regiões, onde qualquer tipo de atividade esteja proibida. “Não há nenhuma delegação de competência para que organizações não governamentais ou qualquer outra faça a fiscalização, até porque isso é crime, usurpação de função pública”. (Diário do Pará)

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