Trabalhador, honesto, amigo de todos. Expressões assim eram utilizadas por moradores dos arredores do Canal do Galo, no bairro da Sacramenta, para definir o carroceiro Francisco Carlos Ramos Tavares, 41 anos.
No início da madrugada do dia 31, policiais militares encontraram o carroceiro morto, em via pública, na avenida Senador Lemos, a poucos metros da ponte do Galo. O rosto de Francisco apresentava cortes que indicam que o carroceiro teria sido assassinado com algum objeto cortante.
Os policiais cabo Edna Santos e soldado Elielson Reurem (viatura 9135, 1ª ZPol) estavam em ronda pela avenida Senador Lemos quando foram abordados por um homem, que informou sobre o corpo no meio da avenida. “Estávamos a cerca de 200 metros quando um cidadão nos abordou na viatura, informando sobre um homem morto na via. Encontramos o corpo com algumas características de facadas e tiros”, disse o soldado Reurem.
Local com histórico de ocorrências de crimes, a ponte sobre o Canal do Galo na avenida Senador Lemos é monitorada por uma câmera do Centro Integrado de Operações (Ciop). As imagens poderão ajudar a Polícia Civil a desvendar o caso, ainda considerado um mistério. Até meados da madrugada de 31 de dezembro, nenhuma testemunha havia comparecido à Seccional da Sacramenta para falar sobre o caso.
De acordo com o relato de um irmão de Francisco Tavares, o carroceiro costumava beber com amigos na ponte do Galo. A delegada Josileide Assayag cogita a hipótese de que Francisco tenha sido assassinado por um de seus companheiros de copo. (Diário do Pará)
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